- Ano VI - nº 1 (52) - Dezembro 2011 / Janeiro de 2012.                                                                 Direção: Osiris Costeira

HOMEOPATIA - Iára Vieira - iarasovieira@gmail.com

A CONSULTA HOMEOPÁTICA

 

E AGORA, O QUE É QUE EU TENHO?

Toda doença é o reflexo de um desequilíbrio na Energia Vital. Com a indicação correta, você vai sentir como a Homeopatia pode re-equilibrar o organismo, fazendo desaparecer os sintomas, e devolvendo a tranqüilidade.

Mas, não é demais lembrar, o desequilíbrio energético é, também, responsabilidade do paciente, ao descuidar com a própria saúde, aspectos como comer de mais, vida sedentária, excesso de refrigerantes, bebida alcoólica, açúcar refinado, sal em excesso, gordura; características pessoais como mau caráter, covardia, avareza, corrupção. Ainda bem que a Homeopatia cuida a saúde, em todos os níveis!

É importante tomar os remédios como indicado na Receita, e ao terminar, voltar para a segunda consulta.  Fazer contato com o terapeuta , se necessário.

PRELIMINARES

Em Homeopatia, a consulta exige participação ativa do paciente, o que nem sempre é fácil conseguir. Devemos dar uma atenção especial a alguns aspectos:

·         O paciente apresenta vocabulário elementar com expressões técnicas mal compreendidas: “tenho colesterol alto”, “tenho uma colite”.

·         Certamente, não saberá expressar com clareza os sintomas que, para ele, não apresentam o menor interesse. O terapeuta deverá auxiliar, sem influenciar em suas declarações.

·         Muitos pacientes falam a partir de sensações de seu corpo, que é seu referencial, e pelo discurso devemos apreender a queixa; por exemplo, “sinto grande aperto no peito” (é indicativo de angústia), “uma falta de ar acompanhada de cansaço” (sem sintomas cardíacos pode estar falando de uma ansiedade), e assim vai se desenvolvendo a queixa.

·         Em princípio, o doente quer ser curado das dores e problemas já, agora, de imediato, e não entende a importância de sua história de vida, suas doenças, da história de seus antepassados, do convívio social, do trabalho.

·         Ele acha mais simples apresentar o resultado de exames, como ecografia, radiografia, ultrassonografia, ao que devemos dar toda a atenção, mesmo que somente por educação, antes de iniciar o diálogo necessário à formação do diagnóstico.

·         Também haverá um paciente, usuário convicto da Homeopatia, com uma enxurrada de informações de difícil seleção; conhece a matéria médica, esperando informações técnicas quanto aos remédios receitados.  Outros, inseguros entre clínico geral e especialistas, esperam o milagre da cura instantânea, mas com o pressentimento de que Homeopatia não é coisa séria, que custa a fazer efeito, que não faz efeito porque curou de uma doença atual e veio outra muito antiga. 

·         Se o cliente apresenta a receita de outro médico, devemos respeitar eticamente a opinião do colega, ninguém é dono da verdade...

·         O êxito da medicação é a melhor forma de divulgar a Homeopatia, pouco valendo o discurso junto ao paciente, para ele não importa as maravilhas da Homeopatia (nos outros)...

·         “Um doente bem interrogado está quase curado”. Um interrogatório bem dirigido dá uma idéia bem aproximada da personalidade do paciente, física, emocional, mental, psíquica e energética, contribuindo para a segurança na indicação dos medicamentos.

 

O ATENDIMENTO – POR PARTE DO TERAPEUTA

·         Devemos ser pontuais!

·         Nenhum paciente estará em condições de estabelecer algum vínculo durante uma consulta após muito esperar pelo terapeuta que nunca chega. Por sua vez, o terapeuta, culpando-se pelo próprio atraso, não fará um bom trabalho investigativo; é necessário um ambiente de segurança e tranquilidade para ambas as partes.

·         É bom que não sejam ouvidas por terceiros as confidências do paciente, provavelmente angustiado por seu estado de saúde.

·         E o que vejo por parte de alguns terapeutas (diga-se de passagem, que muito mal formados, sem princípios éticos, pois não basta apenas o conhecimento, a ética é inerente ao ser, ou você é ético ou não é) comentarem sobre seus pacientes, se vangloriando de seus grandes feitos e, até mesmo cobrando algum tipo de reconhecimento por parte do paciente.

·         A iluminação deve permitir ao terapeuta perceber a reação do paciente, em seu olhar, a expressão facial, seus gestos inconscientes, seu falar, suas dificuldades em verbalizar, em que parte do relato ele tem dificuldades, quando se emociona ou a falta de emoção em outros relatos.

·         A consulta não deve ser interrompida por telefonemas não pertinentes (hoje o celular é a terceira pessoa numa consulta, todos têm um paciente grave, em emergência); o foco principal é o paciente.

·         O terapeuta deve falar com clareza, lentamente, com segurança; com simplicidade, com firmeza; não elevar a voz; suscitar a confiança, sem ostentação nem arrogância.

A CONSULTA

MOTIVO: A princípio, o doente procura dissimular, comenta o itinerário do circuito médico, apresenta as receitas que está seguindo, diz frases vazias. Aos poucos, entram em cena as perturbações funcionais, o que é necessário definir, pois, na certa, formam um conjunto coerente

As informações obtidas no interrogatório são anotadas cuidadosamente:

·         Local, data, e hora do nascimento;

·         Estado civil;

·         Motivos da consulta, parecer de médicos;

·         Antecedentes, prováveis causas, aspecto físico;

·         Voz, audição;

·         Interrogatório e exame clínico;

·         Medicamentos utilizados.

Na escolha da melhor indicação, é importante a observação criteriosa de alguns aspectos.

1º) NA ENTREVISTA:

É necessário recolher o maior número de informações possível em relação ao doente, estabelecendo as variações, sintomas e todas as reações da pessoa, ouvindo, observando e detalhando sobre as áreas mais importantes da vida do doente.

1.    Cirurgias, ferimentos, partos, doenças anteriores, tratamentos levantamento social;

2.    Sintomas físicos: dores, febres, sensações, variações de sintomas, melhoras, pioras;

3.    Sintomas afetivos e emocionais: comportamentos e atitudes passageiras ou permanentes (caráter);

4.    Sintomas intelectuais: compreensão. Memória;

5.    Influência do meio;

6.    Tendências familiares e predisposições e determinada família de doenças, por exemplo: respiratórias, circulatórias, de pele,

2º) INDIDUALIZAÇÃO:

Embora duas pessoas apresentem sintomas de uma mesma doença, certamente o remédio adequado para uma não será para outra; a individualização se faz necessária para obter um efetivo processo de cura.  Por esta razão nunca façam uso da medicação que fez bem para um amigo, pois cada pessoa tem um sentir e um vivenciar de sua doença, é um universo único.

SINAIS FUNCIONAIS, SENSORIAIS, GERAIS:

·         Sinais gerais: circulatórios, respiratórios, articulares, urinários, rinofaríngeos, sensoriais:

·         Sinais digestivos: apetite, sede; preferências, excessos, atrações alimentares; intoxicação;

·         O bem ou mal estar, nos vários momentos do dia ou noite; modalidade térmica ou climática; sono, sonhos;

·         Estado geral: emagrecimento, fadiga, nervosismo, estafa.

Com a modalização cuidadosa, passamos do simples ao complexo; do objetivo ao subjetivo; do material ao mental; e atingimos a personalidade integral do paciente.

 

ANTECEDENTES

A doença pré-existe aos sintomas, refletindo o estado físico-emocional do paciente; e, quanto mais antigo, mais importante o sintoma: o organismo é uma unidade indivisível, desde o nascimento.

Os antecedentes hereditários esclarecem determinadas tendências – diabetes, hipertensão, câncer, tuberculose. A patologia da criança recebe influência dos pais – principalmente – e dos avôs: uma infância semeada de agressão, sem ternura, ou, ao contrário, superprotegida, marca a criança, no plano mental, como no plano psíquico.

A pesquisa da etiologia segue o esquema “desde que.”, frequentemente evocando o remédio-chave:

ü  me divorciei

ü  uma decepção amorosa

ü  um desgosto secreto

ü  a mudança de situação

ü  um aborrecimento em família

ü  um medo de ser traída

ü  os cunhados foram morar com ela, perturbando-lhes a   vida conjugal

ü  moro em nova residência:

- não me agrada psicologicamente

- não tolero a umidade

ü  uma forte gripe...

ü  uma coqueluche...

ü  fiz aquela cirurgia,

ü  Pesquisar sistematicamente:

·         uma transfusão

·         um antibiótico

·         cortisona,

·         radioterapia, tranqüilizantes,

 

A) Etapas abordadas:

     a) O paciente fala na sua linguagem;

     b) Amigos agregam e complementam;

     c) O homeopata anota tudo (na linguagem do paciente), escuta, não interrompe;

     d) Usa uma linha para cada novo sintoma ou circunstância;

     e) Volta a cada sintoma, relê, interroga sobre as características e modalidades dos sintomas;

     f) Não deve sugerir ou ditar respostas;

     g) Complementar com perguntas amplas e gerais, para o paciente detalhar espontaneamente;

     h) Indaga mais elementos (é necessários o conhecimento da matéria médica e repertorização);

     i) Características por observação direta (físico);

     j) Grifa sintomas marcantes.

 

B) Ao final, verificar se foram abordados:

      a) Queixa e duração do sintoma;

      b) História pregressa da doença atual;

      c) Antecedentes pessoais e familiares;

      d) Interrogatório sobre os diferentes sistemas orgânicos;

      e) Sintomas gerais;

      f) Sintomas mentais;

      g) Biopatografia (história das doenças, sofrimento, paixão ou alegria durante     a vida da pessoa);

      h) Exame físico.

 

                                        -Continuamos no próximo número-

 

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