- Ano I - nº 3 - Fevereiro de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

ALIMENTAÇÃO - Evandro Gomes Garcia.

Vilões da alimentação: Nem tudo que parece é...

É muito comum, ao longo de nossa vida, ouvirmos de nossas avós, mães, tias, coisas do tipo: ...“Tem que tomar leite, pra crescer forte e saudável”... ou ...”Açúcar dá energia !”... ou ainda, ...”Coma todo o seu macarrão, senão vai ficar doente”...

Ocorre que não é bem assim. Infelizmente conceitos errôneos foram sendo introduzidos pouco a pouco nas sociedades, de uma forma geral, em prol de interesses nem sempre justificáveis. O advento da revolução industrial nos trouxe uma série de facilidades, principalmente no que diz respeito ao armazenamento de alimentos; os industrializados, graças aos aditivos químicos que contêm, suportam muito mais tempo guardados do que os alimentos frescos; o leite começou a ser pasteurizado para eliminar germes e bactérias, além de manter-se por mais tempo próprio para consumo; assim é também com o açúcar, o macarrão e todos os alimentos processados.

Entretanto, a quantidade de produtos químicos sintéticos e totalmente inapropriados ao consumo e assimilação pelo organismo humano contida nestes tipos de alimentos traz, pouco a pouco, problemas de saúde e, mesmo, enfermidades as mais variadas ao ser humano.

Um destes conceitos equivocados diz respeito ao leite de vaca. Este é um assunto polêmico e certamente suscitará muitas discórdias por parte de profissionais da área de saúde, que utilizam conceitos tradicionais em seu trabalho; sem embargo, pesquisas idôneas, realizadas por instituições nacionais e internacionais, trouxeram à luz importantes revelações.

Em determinado momento da evolução humana, descobriu-se que o leite de algumas fêmeas de animais, principalmente o da vaca, poderia servir de alimento ao homem, substituindo o leite humano, quando necessário. No entanto, a espécie humana continuou consumindo leite de vaca, mesmo depois de se tornar adulta, o que contraria regras naturais importantes, bem como a fisiologia do organismo.

Para uma perfeita digestão, o leite precisa de enzimas que são fundamentais no processo, que são a renina e a lactase. A maioria dos seres humanos só produz estas enzimas até os três anos de idade; após este período há uma drástica redução em sua produção, sendo que algumas pessoas simplesmente param de produzi-las. Este fenômeno torna inviável a transformação do produto, fazendo o leite bem pouco assimilável pelo organismo.

Como toda digestão mal elaborada gera um acúmulo de resíduos metabólicos tóxicos no corpo, que se traduzem em gordura, não é difícil imaginar o que acabará por ocorrer num ser humano adulto, isto associado a outros conceitos equivocados.

Muitos defendem a ingestão de leite em função de ser um produto muito rico em cálcio e, dessa maneira, prevenir problemas como a osteoporose, principalmente em mulheres. Bem, a quantidade de cálcio no leite de vaca não é assim tão grande; proporcionalmente é bem maior no leite humano. Além disso, existe uma proteína no leite de vaca chamada caseína, também presente no leite humano; entretanto, há trezentas vezes mais caseína no primeiro do que no segundo, já que o alimento se destina à formação de um animal de ossos grandes e que, quando adulto, será muitas vezes maior que um ser humano.

Todo o cálcio contido no leite de vaca está associado a esta proteína que, por curiosidade, também é a base de uma poderosa cola de carpintaria. Num sistema digestório de vários estômagos, como o dos bovinos, o processo é facilmente alcançado e todos os nutrientes são aproveitados pelo animal jovem, que cresce, tornando-se adulto e nunca mais voltando a consumir o produto.

Um interessante teste foi realizado, deixando-se uma res adulta durante vinte quatro horas sem comer, dentro de um curral. Após, foi colocado uma bacia com leite no meio do cercado; o animal dignou-se a cheirar o produto e afastar-se dele sem toca-lo. O instinto lhe avisara que aquilo não era “coisa de comer”, ou seja, o líquido não lhe era propício como alimento.

Como o sistema digestório humano possui apenas um estômago, por mais força que este faça não conseguirá, num adulto, nem mesmo com o auxílio do fígado, vesícula, pâncreas, e intestino delgado, processar perfeitamente o leite, nem mesmo extrair da caseína em excesso o tão procurado cálcio, provocando um acúmulo tóxico no organismo, o que poderá acarretar um sem número de problemas, com o passar do tempo.

As algas marinhas e as verduras de folhas verdes escuras, apenas como exemplo, sem falar de vários outros, possuem tanto ou mais cálcio e são alimentos propícios ao ser humano que, facilmente, extrai deles todos os nutrientes necessários ao seu bem-estar.

Também a digestão de derivados do leite deixa uma grande quantidade de secreção tóxica no corpo devido à sua grande acidez, o que também os torna não recomendáveis.

Toda esta questão é agravada pela grande quantidade de esteróides anabólicos e antibióticos aplicados no gado nos dias atuais. Estes produtos também contaminam o leite que é consumido, tornando-o ainda mais tóxico.

Como se vê, o ser humano adulto, absolutamente, não precisa consumir leite de vaca ou outro qualquer. Isto pode e deve ser substituído por verduras, frutas frescas e seus sucos, algas marinhas, etc. O consumo indiscriminado deste produto deve ser contido e evitado.

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