- Ano I - nº 7 - Junho de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

ALIMENTAÇÃO - Evandro Gomes Garcia.

Vilões da alimentação - Parte III.

Como terceira parte desta série, falar-se-á sobre as farinhas de cereais refinadas, mais especificamente sobre a farinha de trigo. Pesquisadores afirmam que durante muito tempo, os cereais não constituíram parte importante da dieta humana; somente quando passaram a ser cultivados em grande escala é que isto ocorreu, determinando uma modificação profunda na vida humana, pois o homem, que era um ser nômade, vivendo da caça, pesca e coleta de frutos e raízes, passou para uma existência mais fixa, sedentária, como produtor de alimentos, iniciando os primeiros núcleos populacionais.

Realmente esta mudança determinou uma profunda mudança na alimentação do homem, que era um caçador-coletor, sempre dependente de alimentos frescos, como frutas, folhas e raízes, e que, com o advento da agricultura, passou para uma dieta com alto conteúdo de cereais, rica em produtos farináceos, alterando a relação protéica, de gorduras e de carboidratos, relação esta, presente na alimentação primitiva.

Também houve uma modificação na composição nutritiva, à qual o organismo humano teve que se adaptar. Sabe-se que as adaptações biológicas adequadas se fazem com muita lentidão, levando milhares de anos e o que tem acontecido ao homem no curto período de civilização são adaptações defeituosas, que muitas vezes resultam em enfermidades.

Para consumir os cereais, o homem precisou descascá-los, limpá-los, temperá-los, cozinhá-los e adaptá-los ao seu paladar. Baseando-se nestes dados, alguns estudiosos afirmam que estes produtos não são apropriados ao consumo humano, sendo, portanto, mais indicados a outros animais com uma fisiologia mais adequada.

Embora o trigo já seja consumido há muito tempo, pesquisas dizem que ele é um alimento impróprio ao homem, e a possibilidade da existência de indivíduos ultra-susceptíveis, inadaptados à sua ingestão, não pode ser descartada. O trigo, particularmente a farinha refinada extraída deste, é, atualmente, um dos maiores vilões da alimentação humana.

Uma das doenças que derivam diretamente desta incompatibilidade é a doença celíaca, que é uma alergia à proteína glúten, presente no trigo, cevada, aveia e centeio, e que acarreta lesão nas microvilosidades intestinais, levando à má absorção de nutrientes.

O trigo, assim como o leite, contem substâncias semelhantes à morfina, capazes de afetar a atividade das células do cérebro, influenciando o humor, a atividade mental e ainda, induzindo à fadiga. O trigo contém uma lecitina que adere aos receptores da insulina nas células de gordura, impedindo a insulina de aderir. O resultado é a redução na eficácia da insulina, que torna o trigo um alimento não indicado para os diabéticos.

Ocorre que os grãos de trigo são triturados e processados, transformando-se em farinha refinada. Deste modo as suas melhores qualidades são prejudicadas, pois suas fibras e o gérmen, onde se concentram suas principais proteínas, vitaminas, minerais e lipídeos são eliminados, sobrando apenas o núcleo, predominantemente abundante em carboidratos e glúten.

Pães, bolos, macarrão, roscas, biscoitos, e outros, são feitos da massa de farinha de trigo; os padeiros e demais fabricantes de sub-produtos também passaram a usar aditivos para melhorar o aspecto visual, a cor, a maciez, aumentar o volume da massa sem aumentar a quantidade, evitar a deterioração, etc. São os corantes, adoçantes, aromatizantes, enzimas, fermentos, emulsificantes para impedir o envelhecimento, etc. Além disso, para fazer o pão, cada padeiro coloca em média, um quilo ou mais de gordura vegetal hidrogenada para cada sessenta quilos de farinha de trigo, mais açúcar, sal e outros.

Além de o refino do trigo resultar em uma farinha pobre de nutrientes e com o padrão biológico alterado, os aditivos químicos adicionados aos sub-produtos derivados tornam o seu consumo totalmente desaconselhável, e que só contribui para doenças as mais variadas, entre elas a obesidade e a prisão de ventre, além de, devido ao seu metabolismo deficiente, permear o organismo (sangue, intestinos, rins, fígado, etc.) com resíduos tóxicos e difíceis de serem expurgados.

É preciso cuidado especial na ingestão destes produtos, mesmo para as pessoas que não são ultra-sensíveis a eles. São alimentos sem nenhuma energia vital e que só contribuem para a diminuição desta no organismo e para o acúmulo de “sujeira”, sob a forma de gordura; portanto, deve-se trabalhar para a diminuição radical de seu consumo.

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