- Ano I - nº 1 - Dezembro de 2006.                                                                              Direção: Osiris Costeira

ALIMENTAÇÃO - Evandro Gomes Garcia.

Uma visão equivocada.

A espécie humana, ao longo de sua existência, trilhou caminhos muitas vezes desaconselháveis, que acabaram por contribuir para uma adulteração generalizada em seu modo de vida, principalmente no que diz respeito a sua própria alimentação.

Tanto que, nos dias atuais, são inúmeros os problemas de saúde pelos quais o ser humano padece em todas as partes do mundo, devido à inclusão de substâncias totalmente inadequadas em sua dieta diária. Consumindo alimentos sem nenhum valor energético e que cativam apenas por seu sabor, o homem acabou por prejudicar-se, enfraquecendo seu sistema imunológico, seu metabolismo e seu sistema digestório, de uma forma geral.

A ingestão de alimentos naturais como as verduras, legumes e frutas, deu lugar aos alimentos industrializados, refinados, sobrecarregados pelos conservantes, corantes, acidulantes, ativadores de sabor e outras substâncias impossíveis de serem assimiladas e, muitas vezes excretadas pelo organismo humano, acumulando-se em órgãos, tecidos, glândulas e nas próprias células, podendo vir a causar as mais diversas enfermidades.

Entre elas, uma das mais preocupantes, sem dúvida, é a obesidade. Hoje em dia se sabe que o excesso de peso acumulado no organismo, é uma doença e pode acarretar uma série de outras. Isto por quê a gordura que se junta e permeia todas as partes do corpo, nada mais é do que as toxinas que não conseguem ser eliminadas pelos nossos sistemas que vão sendo cada vez mais exigidos, numa tentativa de recuperação e auto-cura por parte do próprio corpo humano. Entretanto, isto acaba por não ocorrer, uma vez que não são fornecidas as ferramentas necessárias, o que agrava paulatinamente os desequilíbrios, muitas vezes culminando numa falência pluriorgânica.

Algumas pessoas tentam reverter este quadro e procuram por algum tipo de dieta “milagrosa”, muitas vezes conseguindo algum resultado, já que, na maioria das vezes, o milagre é acompanhado por drogas pouco recomendáveis e que debilitam ainda mais aquilo que já está bastante comprometido. Entretanto, o resultado quase sempre não é duradouro: se a disciplina falha, por qualquer motivo, o indivíduo volta a engordar, criando um efeito conhecido como “sanfona” e que é ainda mais prejudicial à saúde.

Tudo isto é resultado de um equívoco que domina grande parte da sociedade atual.

Ocorre que, durante todo o tempo em que o indivíduo foi acumulando quilos e maus hábitos, em contrapartida sua vitalidade, condicionamento físico e capacidade metabólica, de uma forma geral, também vão se esvaindo, uma vez que todos os órgãos, devido a um maior e desnecessário esforço, caminham para um colapso.

Em geral se pensa “Preciso emagrecer de qualquer jeito”. Seja por razões estéticas ou de saúde ou ambas, grande parte das pessoas deseja o “milagre” e é exatamente aí que está o equívoco. Emagrecimento não pode e não deve ser encarado como o objetivo maior; emagrecimento é, na verdade, uma conseqüência.

Ele é o resultado de uma reeducação alimentar e postural, que acontece naturalmente, quando o indivíduo está realmente disposto a encarar este desafio. São necessários vontade, disciplina e um pouco de paciência, coisas que estão ao alcance de qualquer ser humano.

Há que se implementar uma mudança de atitudes em relação à nutrição e à própria condição de inatividade física que, geralmente, acompanha toda pessoa obesa.

É necessário dedicar um tempo ao aprendizado de uma técnica conhecida como alimentação dissociativa ou combinações alimentares, que visa não misturar numa mesma refeição alimentos incompatíveis, ou seja, que causam um esforço digestório desnecessário para serem metabolizados, quando juntos, ocasionando uma má digestão e um acúmulo de resíduos tóxicos (gorduras) no corpo.

A partir daí, pode-se não deixar, radicalmente, de comer nada, bastando apenas que se combine os alimentos de forma adequada.

Aos poucos, deve-se voltar a atenção para os alimentos naturais, capazes de, por si só, restaurar o equilíbrio orgânico, eliminando-se aqueles que causaram todo o problema. A ingestão de frutas frescas deve ser naturalmente incluída na dieta, uma vez que são alimentos verdadeiramente geradores de energia, de facílima digestão e preparados para consumo humano, fornecendo proteínas, minerais, oligoelementos e carboidratos naturais de simples absorção.

Assim como as frutas e seus sucos, as verduras, folhas verdes, os legumes, as raízes, as sementes, os grãos germinados e os brotos devem estar presentes a uma mesa saudável. Estes podem fazer parte de toda e qualquer refeição, pois atuam diretamente na recuperação e manutenção da saúde como um todo.

Um esforço extra deverá ser empreendido visando a exclusão futura de alguns alimentos da nossa dieta. Trata-se de verdadeiros vilões, dotados de grande capacidade destrutiva: três dos piores são, sem dúvida, o açúcar refinado, o leite de vaca e a farinha de trigo (este assunto será tratado em detalhes posteriormente).

Desta forma, o próprio corpo, reagindo positivamente ao aumento significativo da qualidade alimentar, irá se desintoxicar, excretando tudo aquilo que não tem mais razão para acumular. Os órgãos e sistemas começarão a funcionar mais aliviados, gastando menos energia e este diferencial, que antes não havia, será utilizado numa auto-limpeza que fará com que, pouco a pouco, os quilos excedentes sejam eliminados naturalmente.

Este emagrecimento natural, uma vez respeitados os princípios que o motivaram, é gradual e definitivo, restabelecendo o equilíbrio orgânico, resgatando a saúde e contribuindo definitivamente para a sua manutenção.

É fundamental a consciência de que, pelo menos no que diz respeito a esta área, “milagres” não existem e se por ventura existirem, não perduram. É preciso, como mencionado anteriormente, vontade, disciplina e paciência, afinal, aquilo que levou quinze, vinte, trinta ou até mesmo quarenta anos para ser adulterado, não pode ser restaurado em quinze, vinte, trinta ou quarenta dias, somente.

O maior incentivo será, sem dúvida, a constatação dos resultados: aquele lance de escadas, de repente, ficou mais fácil de ser superado; a caminhada é completada sem que se fique ofegante; seu filho pequeno que pede colo, de uma hora para outra fica mais leve; suas roupas repentinamente parecem não serem mais suas.

O corpo humano é verdadeiramente capaz de operar milagres, estes verdadeiros, mas é fundamental que se forneça a ele as ferramentas mais adequadas para isto.

E, principalmente, é preciso que se confie na suprema energia que o criou e desenvolveu e que está guardada, essencialmente, dentro de cada um de nós, condensada, poderosa, às vezes adormecida, mas, acima de tudo, divina.

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