- Ano VI - nº 2 (60) - Fevereiro/Março de 2013.                                                                Direção: Osiris Costeira
 

CAMINHOS DA MENTE - Ricardo de Lima Costeira - ricardo@wfde.com

 

Ervas Daninhas

 

“Quando morrer, que seja dito de mim que arranquei uma erva daninha e plantei uma flor, onde sempre pensei que uma flor cresceria”.

Abraham Lincoln

 

Elas são responsáveis pela morte de muitas sementes. São resistentes e crescem em uma velocidade impressionante. Pergunte a qualquer jardineiro qual o seu maior pesadelo e ele lhe dirá que são elas. As ervas daninhas roubam os nutrientes do solo, deixando-o improdutivo. Impedem o crescimento das plantas e se proliferam, espalhando suas sementes através do vento e das aves.

Ao ler este relato, você deve ter formado uma imagem de algo poderoso e assustador. Um tipo de monstro devorador que destrói as plantações e suga a vida do solo, transformando tudo que toca num deserto árido e sem vida. Algo difícil de ser destruído e que, ao menor descuido, volta a assombrar a vida da vítima escolhida.

Parece assustador, mas não é. São apenas pequenas plantas, seguindo o ritmo natural. Quando plantadas, buscam germinar, crescer e reproduzir. Todas as plantas fazem isso. Mas, como elas são as invasoras, são assustadoras. Surgiram de algum lugar obscuro e por isso possuem tanto poder.

É exatamente isso que fazemos com nossos medos, ansiedades e dúvidas. Através de nossa imaginação, transformamos pequenas coisas em monstros poderosos, muros intransponíveis de origem sobrenatural, contra os quais não temos poder algum. Mas na verdade eles não são nada disso.

Na maioria das vezes, esses medos sobrenaturais são as informações recebidas pelos nossos pais, parentes e adultos no período onde nosso racional ainda se encontrava em desenvolvimento. Por isso, não conseguimos identificar sua origem, e os transformamos em maldições divinas, porque é o que eles pareciam na época.

Para uma criança de 3 anos, seus pais são o modelo da perfeição, o que eles falam é lei. Eles são sua fonte de inspiração e através deles aprendem como viver. Só que agora você é um adulto, e tem consciência de que eram apenas pensamentos de pessoas desinformadas, inconscientes de seu poder interior. Portanto, de agora em diante, quando esses medos surgirem, trate-os de acordo com o que eles são – pensamentos - como qualquer outro que temos. Sua origem é a mesma, nossa mente. A razão pela qual os tornamos tão grandiosos é que não queremos assumir a origem de sua criação. Não aceitamos que de nosso interior possam surgir coisas tão horrendas e disformes. Então os vestimos com uma fantasia sobrenatural e aceitamos nosso papel de vítima das circunstâncias.

É você quem decide a qualidade de seu pensamento. E, no momento em que aceita essa responsabilidade, você passa a controlá-lo. De posse desse poder você retoma o controle de sua vida. Transforma os fracassos do passado em aprendizado e encara o futuro consciente de seu poder.

Nos próximos números vamos explorar a ansiedade, o medo e a procrastinação, três tipos de ervas daninhas mentais que só sobrevivem enquanto você as alimenta, toda vez que imagina um acontecimento e sente essas emoções.

 

 

Extraído do livro

 JARDIM DE REALIZAÇÕES.

Semeando Sucessos. Colhendo Vitórias

 

 RICARDO COSTEIRA

 

 

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