- Ano IV - nº 7(35) - Junho de 2010.                                                     Direção: Osiris Costeira

CAMINHOS DAS TERAPIAS - Osiris Costeira. - osiris.costeira@uol.com.br

A ALQUIMIA

O significado de ALQUIMIA pode assumir diversas conotações de acordo com o contexto em que é aplicada e da forma como é interpretada.  

A ALQUIMIA pode ser considerada uma modalidade de ciência, talvez a mais antiga da história da humanidade, que originou diversas outras, inclusive a Química contemporânea. Porém, não é possível classificá-la apenas como uma ciência, pois, na ALQUIMIA, incluem-se diversos elementos místicos, filosóficos e metafóricos, além de uma linguagem simbólica e interpretativa.  Assim, podemos definí-la, genericamente, como uma antiga tradição que combina química, física, arte e ocultismo.

A incerteza relaciona-se também quando se discute a origem da palavra. ALQUIMIA pode ser originada no vocábulo árabe “kimia”, que por sua vez, deriva-se da palavra egípcia “keme”, que significa terra negra, e era uma das formas usadas para referir-se ao Egito, país onde provavelmente surgiu a ALQUIMIA.

Ainda pode-se considerar que a palavra tenha surgido da expressão árabe “al khen” que tem raiz grega na palavra “elkimya” e significa, também,  país negro. Por outro lado, cogita-se uma origem direta do grego na palavra “chyma”, que se relaciona à fundição de metais.

Uma das características principais dos tratados alquímicos é a linguagem complexa e rebuscada na qual são redigidos. Durante a Idade Média isso poderia ser um recurso usado pelos alquimistas para que não fosse alvo de perseguição da Santa Inquisição. Porém, também é possível que os autores tentassem ocultar as fórmulas para que apenas outros alquimistas compreendessem.

De um modo geral, podem-se definir três objetivos básicos da ALQUIMIA. O primeiro e, consequentemente, o mais importante é produzir a chamada Pedra Filosofal, que seria uma substância obtida a partir de matéria prima grosseira.

Através dessa Pedra Filosofal seria possível atingir os outros objetivos, como a transmutação da matéria (metais inferiores transformados em ouro) e produzir o Elixir da Longa Vida, uma espécie de medicamento universal que tornaria a pessoa que fizesse uso imune a qualquer doença.

Ainda entre os alquimistas há uma idéia de criar vida humana de modo artificial. O homúnculo (do latim “homunculus”, pequeno homem) seria uma criatura de aproximadamente 12 polegadas de altura que poderia ser criada através de sêmem humano colocado em uma retorta totalmente fechada e aquecida em esterco de cavalo, durante 40 dias. Assim se formaria um embrião.

Possivelmente, Paracelso foi o primeiro alquimista a divulgar este conceito. Contudo, o mais provável é que a verdadeira intenção dos alquimistas era promover uma profunda mutação na alma e na natureza humanas. Esse objetivo, nítido em muitos estudiosos no assunto, fica camuflado sobre fórmulas químicas e simbologias complexas.

Entre os alquimistas mais célebres da História destacam-se Francis Bacon, Isaac Newton, Lavoisier, Maria, a Judia, Nicolas Flamel, Nostradamus, Paracelso, Thomás de Aquino, além do legendário Conde de Saint Germain, que teria encontrado a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida.

A ALQUIMIA medieval é a responsável pelas bases da Química moderna. Não só na Química, mas muitas outras descobertas, tidas como exclusivamente modernas, já eram conhecidas pelos magos e alquimistas das épocas mais remotas. Dentre elas, os sacerdotes etruscos, adeptos da magia, conheciam a eletricidade, e a usaram para defender a vila de Narnia, contra Alarico, segundo nos informa o “Dicionário de Ciências Ocultas” (Planeta, Outubro de 1973 – nº14-A). Plínio descreve a morte de Tulius Hostilius, usando a eletricidade

Um monge alquimista, Pauselenas, ainda segundo o mesmo dicionário, não só nos fala de suas obras sobre a aplicação da Química na Fotografia, como afirma que os autores jônicos falam do mesmo processo, assim como da câmara escura, aparelhos óticos, sensibilidade de placas, etc.

Por último, o alquimista Roger Bacon, a quem se atribui a invenção da pólvora, não fez outra coisa senão seguir as pegadas dos outros alquimistas anteriores a ele. 

Porém, a maior influência da ALQUIMIA encontra-se nas ciências ocultas ocidentais, agindo diretamente na sabedoria e natureza humanas.

Sugerimos que acessem os sites e pesquisem as referências bibliográficas oferecidos para uma completa visão e entendimento do que é ALQUIMIA, e o que representa para a humanidade atual, inclusive às Terapias Naturais e Holísticas.

  

 

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