- Ano VI - nº 6(57) - Agosto/Setembro de 2012.                                             Direção: Osiris Costeira

CAMINHOS DAS TERAPIAS - Osiris Costeira. - osiris.costeira@uol.com.br

EQUOTERAPIA - A Inteiração de Amor entre Cavalo e o Homem

 

Segundo a Associação Nacional de EquoterapiaANDE/Brasil é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais. 

Ainda segundo a ANDE/Brasil, esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo assim para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

Além disso, a inteiração com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolve novas formas de socialização, autoconfiança e auto-estima.

Através do movimento rítmico, preciso e tridimensional do cavalo, que ao caminhar se desloca para frente/trás, para os lados e para cima/baixo, pode ser comparado com a ação da pelve humana ao andar, permitindo a todo instante entradas sensoriais em forma de propriocepção profunda, estimulações vestibular, olfativa, visual e auditiva.

A Equoterapia é, basicamente, indicada para portadores de deficiências causadas por lesões neuromotoras (cerebral e medular), deficiências sensoriais (áudio, fono e/ou visual), distúrbios evolutivos e/ou comportamentais, e patologias ortopédicas.

Outra denominação para EQUOTERAPIA é HIPOTERAPIA, aceita em várias partes do mundo, inclusive pela ANDE-BRASIL, em que o praticante não tem condições físicas e/ou mentais para se manter sozinho a cavalo. Portanto, na realidade, não pratica equitação.

Necessita de um auxiliar-guia para conduzir o cavalo. Na maioria dos casos, também do auxiliar lateral para mantê-lo montado, dando-lhe segurança.

A ênfase das ações é dos profissionais da área de saúde, precisando, portanto, de um fisioterapeuta, a pé ou montado, para a execução dos exercícios programados. Nesses casos, o cavalo é usado, principalmente, como instrumento cinesioterapêutico..

O uso do cavalo como atividade terapêutica é fato antigo na história dos povos, visto que Hipócrates, em 377 aC, utilizava o cavalo para, segundo ele, “regenerar a saúde”.  

No século XVIII, Samuel Theodor de Quelmatz (1697-1758) referia, pela primeira vez, o movimento tridimensional do dorso do cavalo e seus movimentos muitidirecionais como benéficos ao Homem

Ainda no século XVIII, Joseph C. Tissot, em 1782, tratou exaustivamente dos efeitos dos movimentos equestres em seu livro “Ginástica Médica ou Cirúrgica ou Experiência dos Benefícios Obtidos pelo Movimento”. Além dos efeitos positivos, Tissot também descreveu, pela primeira vez, as contra-indicações da prática excessiva deste esporte.

De acordo com o autor, existem três formas de movimento: ativa, passiva e ativo-passiva, que é típica da equitação. Tissot ilustra os diferentes efeitos das várias andaduras, entre elas, o passo, considerado como sendo a mais eficaz do ponto de vista terapêutico.

Gustavo Zander, fisiatra e mecanoterapeuta sueco, em 1890, foi o primeiro a afirmar que as vibrações transmitidas ao cérebro com 180 oscilações por minuto estimulam o sistema nervoso simpático. Comprovou sua afirmação sem associar ao cavalo.

Em 1984, quase cem anos depois, o médico e professor Dr. Detlvev Rieder, chefe da Unidade Neurológica da Universidade Martin Luther, da Alemanha, mediu estas vibrações sobre o dorso do cavalo no andadura ao passo e, incrível coincidência, corresponde exatamente aos valores que Zander havia recomendado

No começo do século XX (1901), ao ser inaugurado o Hospital Ortopédico de Oswentry (Inglaterra), em função da Guerra dos Boers, na África do Sul, foi utilizado pela primeira vez a Equoterapia nos mutilados da guerra, passando a ser o primeiro registro de uma atividade equestre ligada a um hospital.

No Brasil, em 10 de Maio de 1989, em Brasília, foi criada a Associação Nacional de Equoterapia – ANDE/Brasil, e em 1997 a Equoterapia foi reconhecida como método terapêutico pelo Conselho Federal de Medicina.

No dia 9 de Agosto se comemora o DIA DA EQUOTERAPIA

Através dos vídeos que colocamos à disposição dos leitores podemos ter uma visão ampla e detalhada do que a Equoterapia pode representar como benefício a deficientes motores e sensoriais, inclusive com a possibilidade de participação do Estado nessa recuperação.

 

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