- Ano IX - nº 1 (70) - Dezembro 2014 /Janeiro / Fevereiro de 2015.                          Direção: Osiris Costeira

CAMINHOS DAS TERAPIAS - Osiris Costeira - osiris.costeira@uol.com.br

HIPNOSE

 

Hipnose, estado hipnótico ou transe hipnótico é um estado alterado da consciência em que a pessoa hipnotizada não está dormindo e sim em concentração profunda e com a memória ampliada e focada com mais precisão.

O termo "hipnose" (grego hipnos = sono + latim osis = ação ou processo) deve o seu nome ao médico e pesquisador britânico James Braid (1795-1860) que o introduziu, pois acreditou tratar-se de uma espécie de sono induzido (Hipnos era também o nome do deus grego do sono). Quando tal equívoco foi reconhecido, o termo já estava consagrado, e permaneceu no uso científico e popular.

Ao contrário do que se possa imaginar, há muita atividade em todo o córtex cerebral durante a Hipnose, legítimo fenômeno neurofisiológico onde o funcionamento do cérebro possui características muito especiais.

Tais características, únicas, podem ser verificadas por alterações em um eletroencefalograma no decorrer de todo o estado hipnótico, e visivelmente por manifestações não presentes em outros estados de consciência, tais como rigidez muscular completa, anestesia, hipermnésia, além de determinados tipos de alterações da percepção.

O uso da Hipnose é muito antigo, em cujos primórdios estava envolta em aspectos místicos e sobrenaturais, sendo utilizada principalmente nos templos pelos sacerdotes. Assim foi, na Antiguidade clássica, com egípcios, gregos, e também na Índia, China, Caldéia, Pérsia e em Roma.

Durante a Idade Média, a Santa Inquisição moveu intensa e persistente perseguição àqueles que praticavam a Hipnose, sendo rotulados de bruxos e satanistas, passando a ser uma atividade escondida, consequentemente pouco utilizada.

Ao longo dos anos, com o progresso da Ciência, e em especial da neurofisiologia, a Hipnose ganhou conceito científico e credibilidade de sua atuação, inclusive no Brasil. Tal fato pode ser evidenciado pela realização, em 1889, em Paris, do Primeiro Congresso Internacional de Hipnotismo Experimental e Terapêutico.

Nele, participaram 223 pesquisadores de 23 países, inclusive do Brasil, em que tivemos como representantes os médicos Drs. Joaquim Correia de Figueiredo e Ramos Siqueira, ambos do Rio de Janeiro.

Apesar do interesse médico pela Hipnose, somente em 1957 foi fundada a Sociedade Brasileira de Hipnose Médica, no Rio de Janeiro, ligada à Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, tendo como fundador e primeiro Presidente David Akstein.   

A Hipnoterapia, também conhecida como Hipnose Clínica, é o uso da Hipnose com fins terapêuticos. A mente inconsciente é a fonte de muitos dos nossos problemas e da auto-imagem. As nossas crenças, hábitos e comportamentos são armazenados como informação no nosso subconsciente que, além disso, é um enorme reservatório de forças e conhecimentos não reconhecidos.

E a Hipnose é uma técnica natural e eficaz para acessar o subconsciente, permitindo fazê-lo de uma forma simples para libertar velhos padrões, pensamentos, comportamentos, atitudes e crenças, reprogramando para o sucesso e o bem estar.

É uma forma de agilizar o acesso ao material subconsciente, diminuindo o tempo vivido em estados ansiosos e depressivos pelos pacientes, e, consequentemente, o da própria psicoterapia.

Este, inclusive, foi o método inicial empregado por Sigmund Freud (1856-1939) ao criar a Psicanálise, posteriormente, influenciado por Charcot e Leibniz, mudado para as associações livres, sem Hipnose.

No Brasil, a Resolução CFP nº 013/00, de 20 de Dezembro de 2000, aprova e regulamenta o uso da Hipnose como recurso auxiliar terapêutico de trabalho do Psicólogo.

 

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