- Ano IV - nº 11(39) - Outubro de 2010.                                                     Direção: Osiris Costeira

CAMINHOS DAS TERAPIAS - Osiris Costeira. - osiris.costeira@uol.com.br

I CHING

Segundo a definição, muito apropriada, de Patricya Travassos, em seu “Alternativas de A a Z” (Aeroplano-SENAC, Rio de Janeiro, 2003), “É o livro mais antigo da humanidade. Pode-se dizer que ele contém o texto antes do texto, ou o “arquitexto”, porque foi escrito numa época em que não havia escritura na China.”

A mais importante tradução deste texto milenar está em “I Ching, o livro das mutações”, de 1923, traduzido por Richard Wilhelm para o alemão e prefaciado por C.G.Young.  Wilhelm traduziu o I Ching ao longo dos anos em que viveu na China, inclusive durante e invasão japonesa, quando a cidade em que estava foi cercada.  Teve o apoio de um velho e sábio taoísta, Mestre Lao Nai Hsuan, que morreu logo após ser concluída a tradução.

Em 1982 apareceu a tradução em português feita por Alayde Mutzenbecher e Gustavo Alberto Correia Pinto, pela Editora Pensamento. E o próprio Correa Pinto esclarece, no Prefácio, “O que hoje conhecemos com o nome de I Ching, o Livro das Mutações, surgiu no período anterior à dinastia Chou (1150-249 aC), com figuras lineares, compostas de linhas inteiras e linhas interrompidas, superpostas em conjuntos de três e  seis linhas, chamados “kua” (signo).”

Mais adiante, continua afirmando que “James Legge, em sua tradução do I Ching (The Secred Books of the East, XVI: The Yi King, Oxford, 1882) cunhou os termos “trigrama” e “hexagrama” para designar os “kua” compostos por, respectivamente, três e seis linhas.”

Finalmente, conceitua            que “Nessas figuras lineares estavam as sementes da cultura, de extraordinária complexidade e riqueza, que, ao longo dos milênios seguintes, viria a se desenvolver na China.  A sabedoria contida nos “kua” veio a exercer uma influlência decisiva nos rumos futuros da civilização chinesa.”

Na realidade, I Ching é formado por 64 figuras (8x8) de seis linhas (hexagrama), compostas de linhas inteiras e de linhas interrompidas, superpostas em conjuntos de três linhas (trigrama), e consulta-se com o auxílio de varetas ou moedas.

Nele estão contidos símbolos que representam todas as relações existentes entre o Céu, o Homem e a Terra. Abrangente e profundo em sua abordagem inclui princípios cósmicos do universo, filosofia, matemática, geometria, astrologia, geografia, geomancia, medicina, música, estratégia militar, artes marciais, arquitetura, política e religião.

Cremos que as imagens a seguir poderão completar o conceito e a valoração do I CHING, não só para a China e para o Taoísmo, mas para a Humanidade, como um todo.

http://www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki/doku.php?id=yi_jing

 

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