- Ano VIII - nº 1 (65) - Dezembro 2013 /Janeiro de 2014.                           Direção: Osiris Costeira

CAMINHOS DAS TERAPIAS - Osiris Costeira - osiris.costeira@uol.com.br

Terapia do Labirinto

 

Técnica terapêutica em que determinados pacientes neurológicos e psiquiátricos, ou mesmo pessoas sem rótulos diagnósticos, ao percorrerem os caminhos de um labirinto desenhado no chão experimentam bons níveis de relaxamento psíquico, ocasionando diminuição do estresse, da ansiedade e de uma série de sintomas ligados a manifestações psicossomáticas.  

 

“Os labirintos se mostraram uma ferramenta eficiente para aliviar a tensão emocional e muscular. Por isso, oferecem grandes benefícios à saúde”, explica o neurologista Dr. Afonso Carlos Neves, chefe do setor de Neuro-Humanidades da Universidade Federal de São Paulo e introdutor da prática no Brasil, em declarações a uma revista semanal brasileira

 

O médico é o responsável pelo uso de um labirinto terapêutico no Hospital Geral Pirajussara, no município de Taboão da Serra, em São Paulo. Uma vez a cada 15 dias, ele abre um tapete branco e azul, de sete metros de diâmetro, no anfiteatro do hospital. O labirinto é utilizado por pacientes com problemas neurológicos e psiquiátricos, acompanhantes e até funcionários.

 

E, ainda que o ato de andar até o centro do desenho, sentar-se ali alguns minutos e depois voltar pelo mesmo caminho pareça brincadeira, produz efeitos notáveis sobre o humor e a disposição de quem se entrega à experiência.

 

A ação positiva dos labirintos na saúde ainda não foi alvo de sérias investigações científicas. Por enquanto, tudo está no campo da observação. Mas, se depender das impressões dos médicos, seguir as linhas sinuosas desses desenhos pode ser mesmo um grande achado.

 

“Eles não erradicam doenças, mas ajudam na recuperação emocional, o que acaba indiretamente melhorando a imunidade, por exemplo”, diz o Dr. Afonso Carlos Neves.

 

 

 

A expansão dos labirintos como forma terapêutica começou, nos Estados Unidos da América do Norte, na década de 1990, depois que a psicóloga e teóloga Lauren Artress descobriu seu poder terapêutico durante um seminário de autoajuda.

 

Entusiasmada com seus efeitos, Lauren Artress construiu um labirinto do lado de fora da Grace Cathedral, em São Francisco, e fundou uma sociedade para difundir a prática. Hoje a entidade registra mais de três mil desses desenhos no chão de casas, asilos, escolas e hospitais – cerca de 225 estão em estabelecimentos hospitalares e centros de bem-estar.

 

Um deles fica no Hospital Johns Hopkins Bayview Medical Center, em Baltimore. A rede de hospitais americana Kaiser Permanent também aderiu porque vê nesse modelo um meio eficiente de beneficiar também os seus médicos.

 

Um vídeo do Hospital de Pirajussara, em Taboão da Serra, nos mostra como tudo começou no Brasil. Vale a pena conferir:

 

 

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