- Ano VI - nº 2 (53) - Fevereiro de 2012.                                                                Direção: Osiris Costeira

CONVERSAS AO REDOR DO FOGO - Osiris Costeira - osiris.costeira@uol.com.br

A OBESIDADE

Final - Os obesos "adiposos"

 

A capacidade de armazenar a energia proveniente dos alimentos sob a forma de gordura tem valor em termos de sobrevida, quando o fornecimento alimentar for escasso ou esporádico. Ao contrário do glicogênio e das proteínas, os triglicerídeos não requerem água para seu armazenamento e podem ser retidos essencialmente como gordura pura.

Um grama de tecido adiposo fornece quase o equivalente teórico pleno de 38 kj (9 kcal). Em virtude do armazenamento eficiente no tecido adiposo, um indivíduo de peso normal pode sobreviver por longo tempo em jejum total. Entretanto, a sociedade ocidental não é, em geral e em termos normais, caracterizada pelo suprimento alimentar insuficiente ou periódico, e sim pela disponibilidade constante, e na maioria das vezes o bastante para as suas necessidades.

Portanto, a capacidade de armazenar gordura frequentemente possui valor negativo para a sobrevivência devido ao consumo excessivo de alimentos e à obesidade resultante.

O termo obesidade implica excesso de tecido adiposo, porém o significado de excesso é difícil de definir. Sem levar em consideração os fatores estéticos, a obesidade é mais bem definida como qualquer grau de adiposidade excessiva que acarrete um risco para a saúde. Esta linha divisória entre o normal e o obeso pode ser apenas aproximada, e o risco para a saúde imposto pela obesidade é, provavelmente, proporcional à adiposidade crescente.

Certos padrões de obesidade do ponto de vista da saúde são menos desejáveis do que outros. A deposição de gordura em torno da cintura e do flanco, evidenciada por uma relação aumentada entre as circunferências da cintura e do quadril, está associada à maior risco para a saúde do que a deposição de gordura ao nível dos quadris.

O Estudo de Framingham, liderado por William B. Kannel, MD, demonstrou que um excesso de 20% acima do peso desejável implicava, claramente, um risco para a saúde. O painel sobre obesidade efetuado pelo National Institutes of Health, nos Estados Unidos da América, chegou ao consenso quanto a esta definição, e concluiu que um aumento de 20% no peso relativo, ou um IMC acima do 85° percentil para os adultos jovens, constitui um risco para a saúde.

Utilizando-se esses critérios, 20 a 30% dos homens adultos e 30 a 40% das mulheres adultas são obesos, encontrando-se taxas mais elevadas entre os grupos minoritários e pobres. Os riscos significativos para a saúde com níveis menos graves de obesidade podem ocorrer no diabetes melito, na hipertensão arterial, nas cardiopatias ou em outros fatores de risco associados.

Nos Estados Unidos da América, a prevalência da obesidade tem aumentado nas últimas décadas. Em virtude da frequência da obesidade e das suas consequências para a saúde, sua prevenção e tratamento devem ter prioridade máxima em saúde publica.

 

 

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