- Ano VII - nº 1 (59) - Dezembro/Janeiro de 2013.                                                Direção: Osiris Costeira

CONVERSAS AO REDOR DO FOGO - Osiris Costeira - osiris.costeira@uol.com.br

AS DORES SENTIDAS E SOFRIDAS:

Sua Presença nas Nossas Vidas - Parte Final

 

A dor constitui a maior justificativa para a procura de assistência médica, e estima-se que esteja presente em 76 a 85% dos pacientes. Portanto, mais do que um sintoma comum, a dor é um dos maiores problemas de saúde pública da sociedade moderna.

No adulto as queixas álgicas mais comuns são as cefaléias, artralgias, lombalgias, dores abdominais, dismenorréias, disúria (dor à micção), dor torácica e nos membros.

Não há dados estatísticos sobre a ocorrência de dor aguda na população em geral. Estudos epidemiológicos sugerem que adultos experimentam três ou mais tipos de dor a cada ano, que se localizam na região lombar (15 a 29,7%), nas articulações (11 a 32,7%), no segmento cefálico (26ª a 27%), e no abdome e tórax (12 a 17%).

Nas crianças, a cólica do recém nascido é bastante frequente, embora haja dúvida de que constitua, realmente, uma síndrome dolorosa. A otalgia, na maioria das vezes causada por otites externas e mudanças rápidas de altitude, é prevalente nos seis primeiros anos de vida. A síndrome da dor abdominal recorrente, geralmente de etiologia desconhecida, caracteriza-se por queixa de dor periumbelical, forte o suficiente para fazer a criança mudar de atividade.

A cefaléia, geralmente tensional, enxaqueca ou suas variantes, afeta 3% das crianças com idade em torno dos sete anos, e de 5 a 10% dos adolescentes ao redor dos 15 anos.  Também pouco compreendida é a chamada “dor do crescimento” que acomete 15% das crianças em idade escolar e adolescentes, com predomínio do sexo feminino. Apresenta-se no horário noturno, de maneira intermitente, de localização profunda, predominantemente muscular e bilateral.

A distribuição da dor é desigual entre homens e mulheres. Há preponderância de ocorrência de dor nas mulheres em inúmeras situações, que incluem enxaquecas, neuralgia atípica da face, síndrome da articulação têmporo-mandibular, fibromialgia, síndrome do cólon irritável, artrite reumatóide e esclerose múltipla.

Os mitos usuais de que a mulher tem limiar para a dor menor do que os do homem, que a mulher tende a se queixar mais, ou que os hormônios femininos determinam essas condições, não constituem verdades absolutas. Provavelmente, aspectos ambientais, culturais e sociais dos pesquisados, o sexo e a situação social do observador, expliquem essas confusões.

O mais importante, para homens ou mulheres, é que se veja a dor como uma intercorrência fisiológica passível de medicação, inclusive sob orientação médica.

A dor não é “castigo” dos deuses nem tão pouco expiação por culpas do passado ou mesmo do presente. Além disso, a dor não deve servir de “porta-estandarte” para os indivíduos reivindicarem afeto e atenção, desenvolvendo a postura do personagem “vítima”, do “coitadinho”.

         Nesses casos de vitimologia, a cura é o que menos interessa ao indivíduo, pois cessada a dor, cessará também – na sua imaginação carente – a atenção e, principalmente, o amor das pessoas que o cercam. E que cuidavam da sua dor.

 

 

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