- Ano I - nº 8 - Julho de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

CROMOTERAPIA - Margot Valle Ferreira.

Tratamento cromoterápico em deficientes visuais.

No presente artigo quero abordar um assunto que pode vir a ser controvérsia entre cromoterapeutas – a eficácia de um tratamento cromoterápico em pessoas com deficiência visual.

Em meu primeiro curso de cromoterapia, ouvi do professor a afirmação de que o tratamento cromoterápico não surte efeito em cegos, justamente por eles não enxergarem as cores das lanternas. Na época, como não tinha muito conhecimento do assunto e estava iniciando-me nesse tema, não emiti opinião. Mas, ao primeiro impacto – talvez, intuitivamente, discordei. Aquela afirmação categórica me incomodou muito por certo tempo. Não aceitava o fato de um cego não se beneficiar de um tratamento cromoterápico simplesmente por não ser capaz de enxergar a luz.

A primeira coisa que me veio à mente e que alimentou minha discordância da afirmação do referido professor foi o fato de que médicos indicam banho de luz amarela às crianças que nascem com icterícia, independentemente se serem cegas ou não e ainda protegem seus olhos da luz.

Felizmente amo ler. E ler é requisito básico para qualquer atividade profissional que deseja ter segurança no que se dispõe a executar profissionalmente. Conhecer o que pensam diversos autores sobre um mesmo tema, foi primordial para que eu afirme que meu primeiro professor de cromoterapia estava equivocado ao dizer que um cego não pode fazer um tratamento cromoterápico. Pode sim!!!

Embora não tenha encontrado o assunto em questão sendo abordado claramente, por nenhum dos autores que conheci até então; como terapeuta acredito ser viável, sim, o tratamento cromoterápico em cegos. Claro que, neste caso, o tratamento pode ser limitado nos aspectos psicológicos e também abordaremos sobre isso no decorrer do artigo.

Para que vocês possam entender melhor como cheguei a essa conclusão, é preciso que conheçam alguns pontos importantes sobre a cromoterapia, as cores e a atuação destas no corpo físico:

1 – ESPECTRO VISÍVEL E SUA ATUAÇÃO NO CORPO HUMANO – o olho humano reconhece 7 ondas de energia, as quais chamamos de cores e que fazem parte do espectro visível. São elas: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Estas correspondem também às cores do arco-íris. Como comprimentos de onda que são, tais cores possuem a propriedade de atravessar corpos sólidos, com maior ou menor potência. Daí, serem classificadas em ondas de comprimento longos ou curtos. Quando atuam sobre o corpo humano, estas ondas não precisam ser reconhecidas pelo olho humano, já que não precisam obrigatoriamente “entrar” por eles para chegarem a outras partes do corpo. Como exemplo, cito o uso da cor azul para aliviar os efeitos de queimadura na pele. A referida cor não precisa alcançar a retina e ser reconhecida pelo cérebro para, depois, agir na pele queimada. Como comprimento de onda, ela atravessa corpos sólidos – no caso o próprio corpo – e pode ser aplicada diretamente no local desejado.

2 – EFEITOS DAS CORES NO CORPO FÍSICO – com base no item anterior, já podemos concluir que a aplicação de cores-luz diretamente sobre o corpo físico independe da capacidade do paciente de enxergar as mesmas. Dessa forma, é possível, por exemplo, utilizar banho de luz no tratamento da insônia de uma pessoa cega, já que a causa da insônia não está nos olhos.

3 – EFEITOS DAS CORES NO CORPO SUTIL – as cores-luz atuam também no corpo energético ou sutil de uma pessoa, equilibrando os chacras. E isso também independe da capacidade do corpo físico em enxergar as cores aplicadas. Além do que, a cegueira está no corpo físico, não no corpo sutil, uma vez que o espírito é perfeito.

4 – INGESTÃO DE GLÓBULOS E ÁGUA SOLARIZADOS E ALIMENTOS – a ingestão de glóbulos e água solarizados também independem da capacidade do paciente em enxergar, pois a energia luminosa estará contida nos glóbulos ou na água e são consumidos oralmente. Da mesma forma os alimentos, que podem ser prescritos a partir de uma dieta das cores.

LIMITAÇÕES DA CROMOTERAPIA EM DEFICIENTES VISUAIS.

A cromoterapia atua diretamente sobre os corpos físico, energético e também sobre a psiquê das pessoas. Pode ser aplicado através de ingestão de glóbulos e água solarizados ou alimentos de cores específicas; banhos de luz, vivências; meditação e aplicadas aos ambientes e vestuários.

Como já vimos, a técnica aplicada diretamente no corpo físico independe da capacidade do paciente em enxergar. Entretanto, a cromoterapia também pode atuar no psicológico de um paciente. É justamente nesta questão que esta prática terapêutica PODE ficar limitada no tratamento em um deficiente visual.

As vivências e meditações cromoterápicas primam pela memória visual do paciente acerca de uma determinada cor. Se o mesmo nasceu cego, obviamente está técnica não poderá ser utilizada durante o tratamento, pois ao pedirmos, por exemplo, que mentalize o azul do céu ou o verde das matas, o paciente não terá condições de fazê-lo por não reconhecer tais cores.

Por outro lado, caso o paciente tenha ficado cego, após conhecer as cores e tenha lembranças relativas a elas, é possível que ao solicitarmos o mesmo pedido, sua memória possa acionar as lembranças das cores em seu campo mental ou transmitir-lhe as sensações de frio e calor que as cores possuem.

Mais importante do que a discussão proposta no início do artigo é o alerta que deixo para todos os que estão iniciando no campo da cromoterapia e/ou de qualquer outra terapêutica holística. Leiam muito! E leiam todo o tipo de publicação que puderem para que tenham condições de avaliar por si mesmos os casos, que por ventura vierem a tratar; para que tenham condições de analisar as diversas técnicas e/ou autores, clássicos ou não; e mais importante ainda, para que tenham condições de avaliar os níveis dos profissionais com quem se tratam, ou com quem adquirem conhecimentos enquanto alunos.

Um forte abraço e até o próximo artigo.

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