- Ano I - nº 1 - Dezembro de 2006.                                                                              Direção: Osiris Costeira

CROMOTERAPIA - Margot Valle Ferreira.

A saúde através das cores.

As cores possuem uma grande importância em nossas vidas, mas, em geral, nem nos damos conta disso. Simplesmente, não haveria vida no planeta Terra sem a energia (luz) que recebemos da nossa maior estrela – o Sol. Lidamos com as cores diariamente desde a escolha da roupa que iremos vestir até a expressão oral de sentimentos ou momentos.

Usamos, com freqüência, expressões tipo: “Estou roxo de frio!”; “Ele ficou verde de raiva!”; ou “Vamos almoçar, estou azul de fome!”

Isso sem mencionarmos que, no que diz respeito aos alimentos, quanto mais colorido for um prato, mas apetitoso ele nos parecerá, não é verdade?

A Cromoterapia é a aplicação das cores para obtenção e manutenção da saúde dos corpos físico, mental e emocional. É uma Terapia Complementar que pode ser aplicada direta no indivíduo através de lanternas especiais ou indiretamente, quando ministrada através de glóbulos e água solarizados ou, ainda, nos ambientes e vestuários.

O Uso das Cores na História da Humanidade.

Vários registros na história da humanidade nos reportam o uso das cores como forma de manutenção e obtenção de saúde por antigas civilizações. Como exemplo, cito a importância das cores para os Chineses, que a utilizam até hoje como parte do diagnóstico de doenças do corpo e da alma, sob a ótica da Medicina Tradicional Chinesa. Para os chineses, a cor da face, da língua e em pontos do pavilhão auricular revelam as condições da saúde de órgão, sistemas e das emoções de um paciente.

No Egito Antigo câmaras especialmente foram projetadas de modo que a luz natural passasse por uma espécie de prisma e fosse desmembrada nas sete cores do arco-íris. Era dessa maneira que eram indicados os banhos de luz com um determinado espectro de cor visível.

Na sabedoria dos Atlantes, a utilização das cores com propósito de cura estava diretamente ligada aos cristais. Seus templos de cura possuíam cristais nos tetos, que exibiam todos os padrões de cores do espectro, cuja luz ao passar por eles proporcionava variados padrões de cores e vibrações.

O espectro visível.

As cores que vemos formam o espectro visível de ondas eletromagnéticas existentes no Universo. Nosso olho, através da retina, percebe as sete cores do espectro visível, que correspondem às cores do arco-íris – vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Toda onda eletromagnética possui um comprimento e uma unidade de medida, que no caso é o Angströn (Ẵ). Dentre as ondas eletromagnéticas do espectro visível, a que possui menor comprimento é o violeta (4000 Ẵ) e o maior, o vermelho (7000 Ẵ).

Quanto menor o comprimento da onda, menos energia (calor) ela emitirá, porém maior será seu poder de penetração no corpo. Da mesma forma, quanto maior for o comprimento da onda, mais energia (calor) ela emitirá, porém mais superficialmente atuará no corpo.

Dessa forma, o emprego das cores (luz) no tratamento e manutenção da saúde deve ser feito por terapeuta capacitado, já que o excesso de exposição a uma determinada cor pode trazer efeitos adversos ao organismo.

O que são cores?

A Cromoterapia, ao empregar as cores na recuperação e manutenção da saúde dos corpos físico, mental e emocional, deve levar em consideração a ação e função das mesmas.

As cores, como ondas eletromagnéticas, atuam diretamente no corpo físico. Podem agir superficialmente ou atingir camadas mais profundas, dependendo do comprimento de onda aplicado e do tempo de exposição.

As cores também produzem efeitos psicológicos no paciente estimulando ou acalmando emoções. Por exemplo, numa pessoa depressiva e apática deve-se evitar cores como o azul e o índigo, que possuem capacidade de acalmar e relaxar e num caso de apatia e depressão, acentuaria essas características.

A Cromoterapia também pode ser aplicada indiretamente através dos ambientes, vestuários, objetos de decoração, etc. Neste caso, o processo terá a intenção de harmonizar, estimular ou sedar as pessoas que os utilizam. Como exemplo, imagine um escritório cujas paredes fossem vermelhas! Certamente, as pessoas que passassem boa parte de seu dia neste ambiente se mostrariam estressadas e irritadas, às vezes, sem motivos aparente. O vermelho é uma cor altamente estimulante, por isso, deve ser usada com cautela, sobretudo quando num processo de cura e manutenção da saúde em geral. Em contrapartida, um pouco de vermelho na decoração do quarto de um casal, seja em uma parede ou em objetos decorativos, servirá para estimular o desejo sexual entre os parceiros.

Nos próximos artigos, você também encontrará dicas de como usar as cores nos ambientes a partir das funções terapêuticas das mesmas. Aguarde!!!

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