- Ano XI - nº 2 (78) - Abril / Julho 2017.                           Direção: Osiris Costeira

 ESTOU PÉSSIMO!!

 

Há uns dias, ao iniciar mais uma consulta, perguntei ao meu paciente, como abertura de diálogo: "E aí, como vão as coisas?" E obtive, como resposta, algo que já ouvira de outros pacientes e que simboliza, muitas vezes, um estado de "melhora" aparentemente inexistente pela resposta: "Estou péssimo !!!!" 

Um dos problemas da evolução de uma Psicoterapia é, sem dúvida, a aceitação pelo paciente de sua "melhora", melhora neste caso como sinônimo de entendimento mais nítido de suas insatisfações e sentimentos de menos-valia, de si próprio e da vida que se permitiu viver.

E, na grande maioria dos casos, esta sensação existe por sentimentos de "culpa" do que fez ou do que não fez, mas deveria ter feito, notadamente com referência aos seus familiares e às pessoas mais chegadas e "queridas".

Na realidade, em absoluto, é a sensação de que "não foi gostado ou não gostou como deveria ter acontecido": sem dúvida,  "alguma eu fiz". Que problema ...

E toda a culpa, intui um "crime" cometido. E todo "crime" cometido requer um castigo. Inapelavelmente.

E, quando este entendimento começa a aflorar no seu consciente, ao longo da Psicoterapia, a primeira reação é a não aceitação desta "nova verdade" que, de certa forma, o excluiria da necessidade de ser punido pelos seus "crimes": "realmente,  eu não estou melhor coisa nenhuma. Estou péssimo". 

Qualquer dia ele entenderá que não é culpado de nada, e se alguma coisa não está como gostaria é hora de mudar, buscar aquilo que realmente gosta. Valorizar, antes de mais nada, a si próprio.

E, tudo começará a modificar em sua vida a partir do momento em que, mercê de melhor entendimento do que viveu, entender que a única obrigação que tem - e todos nós - é tentar ser feliz, e se possível ajudar alguém a ser feliz, também.

E dentro deste universo, entenderá que o AGORA é o mais importante porque representará, além de tudo, o AMANHÃ. O ONTEM não existe mais.

Por isso, CHICO XAVIER, o nosso grande Mestre, nos ensina que  "Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas é possível começar de novo e fazer um novo fim".

Quem sabe se na próxima consulta com este paciente ouviremos, logo no início de nossa conversa: "Estou ótimo" .

 

 

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