- Ano I - nº 10 - Setembro de 2007.                                                                           Direção: Osiris Costeira

PACIÊNCIA E ESPERANÇA.

Grande parte dos pacientes que procuram os consultórios de Psicoterapia, ou outra qualquer terapia de apoio, buscam, basicamente, alívio para ansiedade e depressão, muitos deles já somatizando essas emoções por todo o corpo.

Após algum tempo de conversa observa-se que toda aquela sintomatologia, fora alguns aspectos mais pretéritos de sua vida que só com o tempo poderão ser discutidos, tem um denominador comum, mesmo “mascarado” para não aparecer com mais nitidez: a falta de paciência e a de esperança.

A impaciência, no fundo, é a pressa pelo agora, pelo acontecer já, talvez antes que “alguma coisa se modifique e não consiga se refazer”. É a ansiedade da insegurança, o medo do fracasso e da incapacidade de solucionar os detalhes de sua vida, por mais banais e simplórios que possam ser. É a materialização da menos-valia em todos os sentidos, transparecendo uma suposta e imaginária incompetência vivencial.

E, muito dessa impaciência na realização das coisas, está ligada aos conceitos de vitória/derrota, de que falamos no número anterior, e que norteia a necessidade de que o “agora” se faça “já”, e da maneira programada para a “vitória”. Se o “agora” demora, podendo não se realizar como imaginamos, a possibilidade de derrota aumenta, e o “carimbo” de fracassado fica mais perto e possível.

E essa pressa acaba se tornando uma constante em todos os atos do cotidiano, pois construímos uma verdadeira guerra, iniciada todas as manhãs, em busca de vitórias e de aplausos. Como vimos, anteriormente, não é bem isso que buscamos.

Esperança, antes de tudo, é acreditar em si próprio ou em alguma coisa, mesmo que seja algo imaterial, subjetivo ou simbólico. É confiar, de maneira tranqüila, que o problema vai ser resolvido através de sua capacidade e competência. Se algo ainda não se realizou, e o agora ainda não aconteceu, há que aguardar, dar tempo ao tempo e esperar o tempo certo das coisas. O que era necessário, de sua parte, foi feito.

É como se você, numa velha imagem oriental, oferecesse a direção de sua bicicleta ao seu Mestre, à sua Essência, ao seu Eu Interno, mas continuasse a pedalar com toda a força e confiança, em busca do caminho que deseja. Nesta relação, a Esperança inicial transforma-se em Confiança, que se transforma em Realização.

Com Paciência, sem medos, e com Esperança, confiando em si próprio e em sua Essência, não há lugar para ansiedade e depressão que só existem nos indivíduos com medo de recomeçar, todas as manhãs, o seu aprendizado de humildade, que nunca termina.

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