- Ano I - nº 11 - Outubro de 2007.                                                                           Direção: Osiris Costeira

EU TE AMO.

Há alguns dias participei de uma palestra a um grupo de funcionários de uma empresa, na qual conversamos sobre Leitura Corporal e o quanto ela pode nos ajudar a entender melhor as pessoas e, principalmente, a nós próprios. Com isso, entendendo melhor as pessoas e a nós próprios, poderemos viver melhor e mais felizes, conseqüentemente mais sadios. Um Ser feliz não adoece o corpo.

Creio que todos entenderam que aquilo que chamamos de “doença” corresponde à exteriorização física do desequilíbrio momentâneo do nosso Eu Interno, da nossa Essência, ou outro nome que se queira dar a este componente imortal que existe em todos nós e que nos direciona, respeitando tanto os desígnios de nossa trajetória kármica, quanto as escolhas do livre-arbítrio de cada um.

O que sempre causa discussão maior neste tipo de conversa é quando se propõe a maneira pela qual poderemos dinamizar a saúde, esta como conseqüência e não como meta pré-determinada. E isto porque o equilíbrio interno, energético, promotor da saúde, só é alcançável quando dispomos de um ingrediente fundamental para a prática da Vida, sem o qual estaremos sempre vulneráveis às mais variadas “doenças”, reais ou imaginárias: o AMOR. Mas, como fazer, se tê-lo e senti-lo já é difícil, como conseguiremos oferecê-lo às pessoas ?

O AMOR é uma das coisas mais fantásticas que existe em nossa Vida, pois ele é o único ingrediente verdadeiro das Terapias Naturais e Holísticas, e nós, terapeutas, somos tão-somente catalisadores e encaminhadores do AMOR que existe em cada um de nossos pacientes, muitas vezes adormecido ou mesmo esquecido que existe dentro deles. E para dinamizá-lo você conta com uma série de possibilidades, pois ele é um sentimento extremamente amplo que engloba afeto, respeito, lealdade, honestidade, não prejulgar, compartilhar, dividir, e vários outros sentimentos afins, além de permitir ser amado.

É isso que promove a saúde; esse é o verdadeiro medicamento sem contra-indicações e sem efeitos secundários, e com cem por cento de eficácia. E todos podem usá-lo, diariamente e durante todo o dia, sem necessidade de grandes quantidades de cada vez, podendo ser usado parcimoniosamente.

Nem sempre é necessário verbalizar “Eu te amo”, como demonstração de amor. Uma palavra de carinho, de gentileza, de compaixão, como “posso lhe ajudar?”, “precisa de alguma coisa?”, “por favor”, “eu também vou para lá, posso lhe dar uma carona?” representam afeto, respeito às demais pessoas com quem compartilha o seu dia, o seu trabalho, a sua Vida.

Contudo, muitas vezes nos esquecemos de dizer “Eu te amo” à mulher, ao marido, aos filhos, aos netos, aos irmãos, aos amigos e perdemos a oportunidade de vibrar a energia do AMOR com quem nós, realmente, compartilhamos todo os benefícios do amor. E perdemos a oportunidade, às vezes, de demonstrar a existência desse amor em nós, e que pode ser de importância fundamental para quem convive conosco.

Repassava mentalmente todas essas imagens discutidas na conversa com o grupo quando voltava para casa, e lembrei-me – ao passar por debaixo de um viaduto no Centro da Cidade do Rio de Janeiro – da figura folclórica do “Profeta Gentileza”, imagem messiânica de túnica branca e longos cabelos e barba brancos que, nas décadas de 70 e 80, percorria as ruas e praças do Rio de Janeiro “pregando” a bondade e a gentileza, como forma de salvação. Chamava-se José Datrino (1917-1996) esse paulista de Cafelândia, que desde menino apresentava certos aspectos de conduta que chamavam à atenção de seus pais, modestos lavradores de roçado pobre.

Mas, foi a partir de Dezembro de 1961, após a tragédia do incêndio do Gran Circus Norte-Americano, em Niterói, aonde morreram 500 pessoas, na maioria crianças, que a sua vida mudou e ele resolver vagar pela cidade levando palavras de amor, bondade, respeito pelo próximo e pela Natureza a todos que cruzavam o seu caminho. Redigia palavras de amor em grandes cartazes coloridos que levava como estandartes, e escrevia as mesmas sentenças, em cores fortes e vibrantes, nos pilares de alguns viadutos do Centro da cidade, como o que eu acabara de passar. Era uma das figuras mais conhecidas e queridas dos cariocas daquela época. Aos que o chamavam de louco, ele respondia “sou louco para te amar e louco para te salvar”. Que saudade do Profeta Gentileza.

Em sua homenagem, gostaria de sugerir que em cada um de nós se crie uma fagulha do Profeta Gentileza na propagação daquilo que ele mais apreciava, e que mesmo em seus devaneios deliróides era bem nítido em suas manifestações, o AMOR. Se em cada um de nós existir um Profeta Gentileza, cada um ao seu modo, o Homem será mais feliz e sem necessidade de terapias para se curar. Eu te amo, Profeta Gentileza.

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