- Ano I - nº 12 - Novembro e Dezembro de 2007.                                                Direção: Osiris Costeira

SÓ POR HOJE.

Às vezes, quando ouvimos nossos pacientes falar de seus desencontros e insatisfações, temos a nítida impressão de que falam de um tempo errado, em que seus relógios biológicos, principalmente o emocional, estão atrasados. E, na grande maioria, atrasados de muitos anos. Outros, talvez em menor número, os seus relógios biológicos nos parecem adiantados, sempre adiantados. E, na grande maioria, adiantados de muitos anos.

E isso porque todos eles se esquecem de “acertar” os seus relógios e viver plenamente o agora, o hoje, o neste momento, e não com o passado ou com o futuro como se fosse hoje E tudo isso para fugir da sua realidade que, por algum motivo, não gostam, mas que também pouco fazem para modificá-la. Preferem mudar o tempo da realidade, imaginando-a – modificada, lógico – no futuro ou numa dimensão virtual, ou, ainda, retroagindo aos fantasmas de seu passado que teria sido “diferente no seu tempo, nos bons tempos”.

Esses mecanismos são ferramentas que usamos para “desculpar” as nossas insatisfações por aquilo que não conquistamos, ainda sulcado nos rótulos de vitória/derrota, em que a imagem produzida para os outros é extremamente importante para a nossa permanência no grupo social. E com isso, acabamos quase nunca vivendo o nosso presente, o dia de hoje, saboreando minuto a minuto as suas vinte e quatro horas, preparando, conseqüentemente, todos os outros “amanhãs” do nosso futuro.

No século passado, na década de trinta, Edward Bach e sua essência de luz já identificavam pessoas que preferiam viver no futuro ou no passado, rejeitando o presente por não ser exatamente o que desejavam. E no grupo de essências florais para “falta de interesse nas circunstâncias atuais” selecionaram Clematis e Honeysuckle, na tentativa de trazer essas pessoas de volta às suas realidades e se permitir saborea-las.

Nós nos esquecemos que a realidade do nosso presente somos nós mesmos que criamos, em função do que pensamos e do que sentimos, conseqüentemente do que acreditamos. Tudo o mais, existe em decorrência desse sentimento, pois ele é fruto do que sempre pensamos – no passado – e será a realidade amanhã, no futuro, do que pensamos, sentimos e acreditamos hoje. Se há algo a mudar, deverá ser o hoje, o agora, o presente.

No Reiki aprendemos muitas verdades, que se tornam, com o tempo de uso, verdadeiros Caminhos de Fé para o nosso dia a dia. Dentre eles, a valoração do agora e do hoje, na consubstanciação de nossas vidas, se torna fundamental para a construção de uma Vida feliz, saudável e produtiva.

Dentro do aprendizado Reiki, transmitido pelo grande amigo e Mestre Edmar Albuquerque, na Fraternidade Reiki, sobressai os Princípios Reiki que até hoje procuramos seguir como norma de Vida, por mais dificil que se nos pareça, apesar de extremamente simples em seu enunciado:

“SÓ POR HOJE, NÃO SE ABORREÇA. SÓ POR HOJE, NÃO SE PREOCUPE. AGRADEÇA SUAS BENÇÃOS, RESPEITE SEUS PAIS, MESTRES E OS MAIS IDOSOS. SEJA HONESTO EM SEU TRABALHO. RESPEITE, SEJA BONDOSO E GENTIL COM TODOS OS SERES VIVOS”.

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