- Ano II - nº 4(16) - Abril de 2008.                                                                     Direção: Osiris Costeira

NÃO SE ESQUEÇA: RESPIRE 24 HORAS POR DIA.

Na mecânica de um atendimento médico, a “liturgia” fala da necessidade de uma anamnese/exame físico para se chegar a um diagnóstico, e com este o “gran finale” da prescrição medicamentosa curativa. E isso, qundo não se acrescenta uma bateria de exames de laboratório e de imagem, para confirmação diagnóstica, a serem vistos os resultados na próxima consulta. Foi assim que aprendemos, e é assim que se faz na grande maioria dos atendimentos. Mas, nem sempre é assim, não necessariamente assim.

Na vivência holística da medicina, excetuando-se os pronto-atendimentos de emergência clínica e cirúrgica, aquela “liturgia” se modifica, tornando mais informal e até simplório o atendimento, ou a consulta, em que paciente e terapeuta jogam um jogo diferente, menos rígido e formal, na busca de um aprendizado de vida, para ambas as partes.

Muitas vezes o paciente chega ao consultório, relata as suas diversas somatizações e, de imediato, começa a falar de suas coisas e de suas relações com as pessoas e com a vida que está levando. Definitivamente, ele não quer outra coisa a não ser falar. E que ninguém o interrompa.

Muitas vezes, ou quase sempre, a sintomatologia clínica reflete um desequilíbrio interno de suas forças energéticas, como vimos na série de artigos sobre Leitura Corporal, e o paciente quer falar mesmo, não é da gastrite, da dor articular ou do eterno prurido que não lhe dá descanso, mas de si mesmo, de seus encontros e desencontros na vida. É a velha catarse que sempre funciona como um “vomitório” de substâncias vivenciais não digeridas, e que não se deseja absorver.

Há muitos anos, lamento não ter sido há mais tempo, descobri uma outra forma de “medicar”, buscando as origens no paciente e não nas suas manifestações como doença: os florais, notadamente os de Bach. Com eles, focamos os vazios internos motivadores dos sintomas, oriundos do medo, do desalento e desespero, das incertezas, da falta de interesse pelas circunstâncias atuais, da excessiva preocupação com o bem estar dos outros, e da grande sensibilidade a influências e opiniões. Essas “gotinhas”, mágicas, que não interagem com outros medicamentos, não têm efeitos secundários nem contra-indicações, verdadeiramente não são medicamentos, na acepção latina do termo; simplesmente oferecem condições energéticas positivas para que voce se auto-cure, com os seus próprio recursos internos. Quando voce quiser. Se voce quiser.

No Reiki, através do sempre lembrado Mestre Edmar Albuquerque, aprendemos o valor e a importância terapêutica do abraço, aquele dado e oferecido com absoluto amor, e portador de todo o nosso desejo de alegria, bem estar e realização de suas metas, tanto materiais quanto espirituais. Através dele, não só doamos o nosso afeto como também o recebemos de volta, numa reciprocidade de energia e positividade. Muitas vezes, ao final de uma consulta, o abraço do terapeuta representa a confiança depositada pelo paciente – que gera segurança – e a certeza da compreensão, sem julgamentos, de suas problemáticas e de suas incertezas. Só isso, coloca este “medicamento” no topo dos mais eficazes, apesar de muito pouco “receitado”.

Além desses “medicamentos”, talvez o mais antigo e mais simples de todos seja – provavelmente – o menos usado, em que muita gente nem sabe que pode se tornar medicamentoso e eficazmente terapêutico para quase todos os nossos males e padecimentos: a RESPIRAÇÃO.

Quando imaginamos a respiração, principalmente nós médicos, visualizamos de imediato a fisiologia do aparelho respiratório, com os mecanismos de suprir o organismo de oxigênio, na inspiração, e de depurá-lo de gás carbônico, na expiração. E todo esse mecanismo, fundamental para a existência, é absolutamente automatizado pelo sistema nervoso que se encarrega de sua programação e execução. Sem nenhum esforço. Podemos até dormir que tudo se repete ...

Respirar, verdadeiramente, é muito mais do que uma simples troca de oxigênio e gás carbônico; pois é sinônimo de energia, de serenidade, de determinação no foco programado e, acima de tudo, é sinônimo de Vida.

Quando inspiramos, não estamos colocando dentro do nosso organismo apenas o oxigênio e todos os demais elementos voláteis existentes na atmosfera. Estamos incorporando, também, energias sutis provenientes do Prana – imaterial e indetectável mecanicamente - existente no entorno de todos nós, e que nos serve de alimento e sustentação, tanto material quanto espiritual.

É preciso que respiremos ampla, tranqüila e vagarosamente várias vezes ao dia para que possamos absorver toda a energia existente à nosa disposição e que, quase sempre, não nos apercebemos. Respirando amplamente/tranqüilamente/vagarosamente, enchendo os pulmões com essa energia vital, estaremos expandindo a consciência e, conseqüentemente, realmente entendendo a nossa existência e a profundidade da relação entre o Homem, a Vida e a própria Divindade.

Por isso que se admite, pelo menos numa visão holística da atuação terapêutica, que a respiração completa – ampla, tranqüila e vagarosa – guarda características “medicamentosas” pois afasta ou bloqueia manifestações negativas, tais como o medo, o ódio, a depressão, a inveja, a competição desenfreada, e as tranforma em sentimentos de amor, o único sentimento que pode e deve existir no ser humano. Por tudo isso, não se esqueça, respire 24 horas por dia, ampla, tranquila e vagarosamente.

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