- Ano II - nº 6(18) - Junho de 2008.                                                                     Direção: Osiris Costeira

“CRER OU NÃO CRER, EIS A QUESTÃO!”

Todos nós, terapeutas holísticos, apesar de termos como rotina de trabalho a utilização de uma técnica a ser desenvolvida com o paciente – intuitiva ou metodologicamente exercitada e aprendida – somos indivíduos espiritualistas, senão não entenderíamos o conceito holístico do próprio adoecimento do corpo humano, através de aspectos energéticos/vibratórios da Vida.

Em função disso, sabemos, ou cremos, que somos seres divinos humanizados, desenvolvendo uma experiência na materialidade, e não seres humanos em busca de uma “evolução” à divindade, numa corrida muitas vezes aventuresca e romântica. “Sois deuses e disso vos esquecestes”, já se ouve há mais de dois mil anos.

Por sermos espiritualistas, temos que crer em Algo infinito, verdadeiramente imortal, que nos envolve e nos guia, de certa forma, para que possamos utilizar as técnicas aprendidas da melhor forma possível, e assim compartilharmos a nossa experiência com quem, momentaneamente, está necessitado.

Esta crença em uma outra dimensão de mais experiência e luz, que nos orienta e mostra o caminho – seguimos ou não, segundo o nosso livre arbítrio – em nada atrapalha a eficácia das técnicas que deverão ser utilizadas em nossos pacientes. Pelo contrário, pois a medida que cremos em Algo de mais luz, estamos crendo em nós mesmos pois representa a nossa Essência, o nosso Eu Interno Divino. É uma maneira de colocarmos toda a nossa espiritualidade, toda a nossa capacidade divina “à serviço” da técnica e, conseqüentemente, do paciente. Crer em Algo é crer em si próprio. É ter confiança na sua capacidade humana, sabendo de suas realidades espirituais.

Quando recebemos um paciente em nosso consultório há, antes de mais nada, uma troca de energias em que ambos necessitam um do outro: o paciente de orientação, e nós da realização de nossa atuação terapêutica, de cura. Há um embricamento de energias - provavelmente de nossas Essências – que vão muito além de uma simples prescrição terapêutica, e que a Escola Médica Francesa chama de “rapport”, como a verdadeira ligação entre paciente e terapeuta, médico ou não.

Acreditar em nossa parte espiritual, “divina”, não é tornar mística a relação médico-paciente, mas, sim, utiliza-la como uma poderosa ferramenta, com experiência de milhares de anos, em prol daquilo que nos propomos: orientar, a melhora do paciente, através, fundamentalmente, das técnicas aprendidas e experienciadas ao logo dos anos.

Portanto, colegas terapeutas, não tenhamos medo de CRER em nossa divindade, pois não somos diferentes de ninguém, visto sermos todos manifestações divinas. Para auxiliarmos os outros precisamos crer em nós, antes de mais nada, e assim ensinarmos aos pacientes que, eles, começarão o caminho da cura a partir do momento que também crerem neles próprios, como seres humanos e como partes divinas, através de suas Essências.

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