- Ano II - nº 7(19) - Julho/Agosto de 2008.                                                              Direção: Osiris Costeira

UM SER FELIZ NÃO ADOECE O CORPO

Há uns dias fui visitar um amigo que estava hospitalizado. Ele já se mostrava razoavelmente bem, dias depois obteve alta e, ao que parece, já voltou a sua vida normal. Contudo, tal fato, banal e sem maiores repercuções, mostrou-se extremamente interessante pelo diálogo – ou quase monólogo - que mantivemos durante a rápida visita.

Ele me dizia: “Veja só você, eu estava tão bem, tranqüilo, tudo arrumado, certinho e, de repente, aparece essa tempestade que me joga no chão. Foi a mesma coisa, voce lembra?, há uns dois ou três anos, e que se repetiu, inclusive, no começo do ano passado. Ora é o pulmão, ora é o aparelho digestivo, e até o urinário entrou na história. Tudo está bem, e de repente ... “ . E sentencia, de maneira inexorável e inapelável, dizendo: “Realmente, devo ter um karma pesado, devo ter feito “o diabo” em outras vidas para agora não ter sossego.” E finaliza, num tom mais jocoso, “... ou então joguei pedra na cruz de Cristo, não é assim?”

Se ele jogou pedra na cruz de Cristo não sabemos. Mas ele, e milhões de pessoas, admitimos nós, isso sim, ainda associa a doença a um castigo por algo errado perpetrado em algum momento de suas vidas – ou mesmo até em outras encarnações. Inexorável e inapelavelmente, como dissemos.

Ele se esquece, e a maioria imensa de todos nós, que somos nós mesmos que nos adoecemos, ao permitirmos desequilíbrios energéticos em nosso Eu Interno. E, muitas vezes, esse desequilíbrio advém - pelo nosso livre arbítrio - de onipotências não satisfeitas e não ratificadas, ou de situações em que o Amor e o Perdão se mostram secundários, ou mesmo inexistentes. Nessas circunstâncias, o Poder se torna mais importante do que a Força, e o Ter infinitamente mais ambicionado do que o Ser.

A doença é apenas uma conseqüência física, do que não conseguimos compartilhar, dividir, ajudar, ensinar, orientar, educar, perdoar e, antes de qualquer coisa, Amar. Outras vezes, os sentimentos de culpa – quase sempre imaginários e fantasmagóricos – não nos permitem a busca pela felicidade, e nos flagelamos, sem qualquer sentimento de perdão a nós próprios, mesmo na suposição de uma culpa real.

Há mais de setenta anos, Edward Bach, o criador dos florais, dizia em suas obras explicativas que a razão principal do fracasso da medicina estava no fato de ela se ocupar dos efeitos e não das causas, visto que a real natureza da doença foi encoberta pela capa do materialismo. E sentencia, com a autoridade de sua luz, que a doença nunca será curada nem erradicada pelos métodos materialistas, pelo simples fato de que, em suas origens, ela não é material.

A medicina acadêmica, com todos os recursos de que já dispõe, é fantástica e nos permite “consertar/remendar/transplantar” o corpo físico quando ele se lesiona e adoece. Maravilha. Passada a crise, deveríamos repensar os aspectos de nossa vida que propiciaram à “necessidade” de adoecer para que disséssemos ao mundo o que estamos sentindo. Quando não conseguimos verbalizar os nossos sentimentos, o corpo fala por nós, às vezes de modo absolutamente eloqüente e límpido.Bem diferente de nossa fala.

Seja qual for a sua patologia física, motivada por determinado desequilíbrio interno, a única coisa certa e verdadeira em que acreditamos é que, através do livre arbítrio de cada um e do exercício do Amor e do Perdão como forma de “religare” com a espiritualidade, poderemos reescrever o nosso karma. A humanização da partícula divina, que somos nós, é materializada para evoluir e não para ser castigada pelos “erros” cometidos.

É por aqui, na matéria, que conquistamos a Luz. Se já a tivéssemos, estaríamos em outras dimensões e com outros afazeres. Portanto, do que cremos, a doença apenas fala da falta, momentânea, da conquista da felicidade, a qual deveríamos buscá-la. Um ser feliz, não adoece o corpo.

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