- Ano II - nº 8(20) - Setembro/Outubro de 2008.                                                        Direção: Osiris Costeira

A ESPIRITUALIDADE NOSSA DE CADA DIA

Muitas vezes nas seções de psicoterapia, principalmente em pacientes com mais de 45 anos, um dos temas abordados é a espiritualidade, no que diz repeito a sua busca, ao seu entendimento e, principalmente, ao convívio com outras pessoas que têm as mesmas idéias e convicções, através de cultos e reuniões religiosas e esotéricas.

E sempre que é abordado o tema, lembro-me das palestras do Mestre Reiki Edmar Albuquerque, meu grande Mestre e amigo, que contava uma historinha adorável, à guisa de exemplo, de como muitos de nós separam, de maneira rígida e intransponível, o mundo humano da espiritualidade.

Contava ele que, um dia, numa igreja, um menino bem jovem, não mais do que dez anos, dirigiu-se ao sacerdote e pediu para falar com ele. Curioso e atento, ouviu a seguinte história: “.....eu queria morar aqui na igreja, será que posso?” O sacerdote ainda mais curioso perguntou, então: “ Mas por que, meu filho, vc não tem casa?” “Tenho sim, papai e mamãe são membros aqui da igreja há muitos anos e são muito queridos por todos. Estão sempre rindo, abraçando e beijando as pessoas, inclusive a mim. Todos adoram papai e mamãe e acham eles muito bacanas. Só que quando chegamos em casa, tudo muda: eles estão sempre brigando, ou não se falam por um tempão; é um tal de bater porta e falar alto que o senhor nem imagina, e sempre sobra para mim. Sempre acabam brigando, os dois, comigo, por qualquer coisinha. Imaginei que se morasse aqui, isso não iria acontecer. O senhor não acha? E sempre que encontrasse papai e mamãe só teria beijos e abraços e não gritariam comigo. Seria muito bom. O senhor não acha?”

Essa historinha significativa, que lembrei dias atrás conversando com um paciente que comentava as diferenças de sua mulher quando na igreja e em casa, me fez lembrar, também, de sábia mensagem que recebi de um amigo – todas as semanas recebo uma diferente - Claudiney Rosa, o famoso Teco, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro que, através de extrema sensibilidade em canalizar/psicografar, nos transmite ensinamentos de grandes Mestres e de muita sabedoria.. E nesta última, ensina: “ .....Viver é o ato mais espiritualizado que uma pessoa pode ter. Viver no sentido pleno da palavra, marcando sua passagem com muita alegria e amor. Não devemos separar nossa vida em material e espiritual, mas sim viver uma vida espiritualizada, conduzida pelo espírito e não pelo ego. Irradie luz, alegria e bom humor no seu trabalho, no seu lar, na sua atividade religiosa. Senão vira hipocrisia, eu sou uma pessoa no templo religioso, ajo de determinada forma porque tenho alí como algo sagrado, mas quando saio dali me transformo em outra pessoa, com atitudes completamente contrárias ao que aprendi lá dentro. Sagrado não tem que ser o templo ou o local. Sagrado tem que ser a VIDA. A vida precisa ser sacralizada. Precisamos unificar e não colocar mais barreiras entre o eu espiritual e o eu material. Eu sou aquele que ora, eu sou aquele que fala besteira, eu sou aquele que fala sério, eu sou aquele que brinca, eu sou aquele que dança. Essas coisas fazem parte da minha vida. Esta é minha vida, e em cada atividade, seja religiosa, lazer, trabalho, exerço minha espiritualidade, pois através dela meu espírito se manifesta. Em casa ame, respeite, compreenda. No trabalho abrace, sorria, motive. No templo ore, cante, ensine, aprenda. Isso é trabalhar a espiritualidade. Isso é vida. Isso é viver. Isso é ser você. A espiritualidade não está em nenhum templo religioso ou outro lugar qualquer, pois espiritualidade tem a ver com atitude. Namastê.”

Precisamos nos capacitar que somos seres espiritualizados momentaneamente humanizados para aprender e, conseqüentemente, evoluir, e não seres humanos em busca da espiritualidade. É por isso que a serenidade que buscamos na espiritualidade devemos exercitar aqui e agora, na materialidade, no nosso dia-a-dia, principalmente no convívio com as outras pessoas, com quem sempre poderemos aprender e, de alguma forma, também ensinar.

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