- Ano II - nº 9(21) - Novembro/Dezembro de 2008.                                                     Direção: Osiris Costeira

UMA FAMÍLIA CHAMADA UNIVERSO

Muitos de nós temos, ou já tivemos um livro de referência para determinada época ou período de nossa vida. Aquele livro que, quando lembrado, nos reporta a fatos e atos determinados, inclusive a certos sentimentos sentidos e vivenciados e que geralmente estão “guardados” na memória anterógrada de nosso subconsciente, e só conscientizados quando evocados por algo especial, como aquele livro.

Muitos livros na minha vida têm esta representatividade, como os primeiros Lobato, com Reinações de Narizinho e todo o grupo do Sítio do Pica-pau Amarelo. No início da adolescência, troquei Lobato por Conan Doyle, e seu querido Sherlock Holmes, e por Malba Tahan, com as Lendas do Deserto e o inesquecível “O Homem que Calculava”.

E, a partir da adolescência plena, uma infinidade de personagens e de autores guardará sempre uma referência importante com os sentimentos daquela época, como os dos movimentos sindicais da década de 60, quando a “Lã e a Neve”, do português Ferreira de Castro, sobre as primeiras lutas operárias nas fábricas de tecido da Covilhã, em Portugal, marcou a minha entrada no sonho do socialismo.

Depois de longo tempo escondido por detrás dos Henry Ey, Freud, Adler, Jung e tantos outros psiquiatras, descobri que havia outros mundos, tão ricos quanto o nosso, e que representavam um componente extremamente importante em nossas vidas, inclusive nos sinais e sintomas que víamos nos atendimentos aos pacientes.

E outra vez, determinados livros marcaram esse período de “abertura”, agora para a espiritualidade, para que pudesse conhecer e entender melhor a materialidade/humanidade, inclusive, a minha, como médico a partir de uma visão holística, muito maior e mais ampla do que a anterior. E sem dúvida, os livros de Allan Kardec, principalmente “O livro dos espíritos” e “O evangelho segundo o espiritismo”, foram marcantes para dar um entendimento global, metodizado, às idéias anteriormente lidas da espiritualidade, principalmente de Krishnamurti e o grupo teosófico. E depois de Kardec, todos se apaixonam por Chico Xavier, a grande Luz espírita do Brasil, a começar pelo “O nosso Lar”, e tantos outros que marcam não só uma fase, mas um conceito novo de vida.

Há alguns anos tomei conhecimento, e também me apaixonei, de um livro excepcional, quer em seu conteúdo e em sua simplicidade de texto, quer em sua aplicabilidade de ensinamentos e sabedoria, do qual podemos utilizar quase que diariamente na melhoria das condições física/emocional/espiritual de nossa vida. Refiro-me ao livro “As cartas do Caminho Sagrado. A descoberta do ser através dos ensinamentos dos índios norte-americanos”, de Jamie Sams, que é da comunidade indígena e nos oferece a harmonização dos ensinamentos colhidos entre os índios das nações Seneca, Asteca, Choctaw, Lakota, Maia, Yaqui, Paiute, Cheyenne, Kiowa, Iroquesa e Apache.

Em suas imagens extremamente simplórias, mas sábias, aprendemos que pertencemos a uma família maravilhosa, chamada Universo, ou “Família da Criação Universal”, onde a Terra é a nossa mãe, o Céu o nosso pai, nossos avôs são o Avô Sol e a Avó Lua. Nossos irmãos e irmãs são o Povo de Pedra, o Povo-em-Pé (as árvores), as Criaturas, o Povo-Planta e os outros Duas-Pernas. Entre todos, numa verdadeira fraternidade, há amor e respeito, e os mais velhos e experientes transmitem os seus conhecimentos aos mais novos, para que esses, um dia façam o mesmo.

O livro é composto de um texto acompanhado de 44 cartas que podem ser utilizadas de várias maneiras, inclusive escolhida apenas uma, aleatoriamente, como se fosse das cartas de um baralho. Cada uma tem um significado, uma mensagem, e o seu momento “é sempre atual”. Escolhemos a última carta, a de número 44, para comemorar o encerramento do segundo ano de nosso site. Vejamos o que nos fala a Carta 44, chamada ESPAÇO SAGRADO. Aproveitemos os seus ensinamentos:

“A carta do Espaço Sagrado sublinha o respeito que devemos ter pelos bens, as idéias, os lares e as personalidades dos outros. Isso se aplica ao respeito que devemos ter pelo nosso próprio ser interno. Demarque claramente o seu território. Respeite a você mesmo, para que os outros possam sentir o reflexo desse respeito em si próprio e para que tenham mais respeito ao lidar com você. Aprenda a dizer não!

O Espaço Sagrado significa que você considera o seu corpo, os seus sentimentos e as suas posses como objetos sagrados, e que não permitirá que outras pessoas abusem e se aproveitem deles. Só convide a entrar em seu Espaço Sagrado aquelas pessoas que demonstram merecer este direito e que se esforçam para respeitá-lo. Você é quem determina como as outras pessoas devem tratá-lo, pela maneira como você trata a você mesmo.

Em todos os casos o respeito que você demonstra ter por você mesmo e por todas as formas de vida determina a sua maneira de se relacionar com toda a extensa família planetária. Se permitir que os outros sejam destrutivos, de alguma maneira, dentro do seu próprio Espaço Sagrado, você está preocupado demais em se sentir querido. O importante não é que os outros gostem de você, mas sim que você se sinta capaz de conviver harmoniosamente com você mesmo. A felicidade não começa pelo lado de fora. Ela brota de dentro.”

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