- Ano III - nº 1(22) - Janeiro/Fevereiro de 2009.                                                     Direção: Osiris Costeira

DESCONSTRUIR PARA RECONSTRUIR

Constantemente, ouvimos de nossos pacientes que eles se sentem “presos” ao passado, ou às coisas feitas ou vividas em outros tempos, principalmente àquelas que não trazem prazer, alegria ou bons momentos a recordar. São, a bem dizer, prisioneiros do passado e que, na verdade, não fazem grandes esforços para se libertar. Parece que, apesar de reclamarem, saboreiam o passado como iguaria sempre lembrada. E de bom grado.

No âmago do problema está a eterna volição de se apegar às coisas, aos costumes, às regras e normas estereotipadas pela sociedade, e que nem sempre falam o nosso idioma ou representam, realmente, o que sentimos. E com esta aceitação tácita, nos rendemos aos gostos e prazeres da coletividade, dos outros, nem sempre os nossos. Mas, por comodismo ou subordinação à imagem que preservamos, concordamos e nada fazemos para mudar. Apenas reclamamos. Reclamamos e nos sentimos deprimidos e angustiados.

É preciso desconstruir, não destruir, essas imagens que trazemos como uma carapaça arraigada ao corpo, para que possamos reconstruir uma nova imagem com a qual nos identificamos e prezamos: a nossa imagem real. É preciso selecionar o que de útil existia naquelas recordações e as preservar para serem reutilizadas. Para isso, necessitamos exercitar o desapego do passado – que não existe mais – e valorizar o presente, o agora, para realizarmos a única obrigação do ser humano: buscar a felicidade. Só assim nosso futuro, que começa a ser criado agora, será prazeroso e realmente feliz.

 A terapeuta Ideny Pavão Iáñez, criadora das águas vibracionais “Acquântica”, nos ensina, com simplicidade e maestria, a valoração real do desconstruir/reconstruir, ao dizer:

 “Para desconstruir é preciso dominar o ato da construção. Desconstruir sem a sabedoria da construção não é desconstrução, mas sim destruição. Ao desconstruirmos uma casa que nós mesmos construímos, sabemos exatamente onde estão seus alicerces, a distribuição de seus tijolos, o lugar de cada coisa, e vamos desmontando cada parte sem que para isso o material da antiga construção perca seu valor. Sabemos que ali estão peças importantes, assim como peças que não têm mais função apropriada. O construtor sabe que há naquele aparente entulho coisas a serem jogadas fora, mas que há também uma gama de material que pode ser reutilizado, e que sob um novo olhar tomará formas antes não concebidas. O criativo olho do arquiteto do Ser, com sua sábia arte, trará uma nova ordem ao real conteúdo do material disponível, e apresentará ao mundo formas muito mais adequadas às necessidades do momento.”

E, mais adiante conceitua:

“Não tratemos as experiências vividas como entulhos sem valor algum, mas como um material com potencial construtivo. Olhemos para esse material com olhos de construtor, aproveitemos cada tijolo em bom estado como oportunidade de uma nova morada. Sejamos então os arquitetos de um mundo melhor.”

 

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