- Ano III - nº 2(23) - Março/Abril de 2009.                                                     Direção: Osiris Costeira

PEDALA, SÓ PEDALA, E CONFIA

As pessoas que atendemos em nosso consultório, ou mesmo nos ambulatórios em que oferecemos os nossos serviços, são sempre iguais, têm as suas “patologias” ou “doenças” sempre iguais, com as variações peculiares à história de cada pessoa. A tal ponto que, por brincadeira, dizemos que na anamnese bastaría colocar, apenas, o CPF de cada um, para diferençá-los. Nada mais.

A origem de tudo é o desamor, e a manifestação desse desamor se faz, dentro das nuances de cada um, na mesma tônica, provavelmente pela falta do próprio Amor: não se confia em nada nem em ninguém. Muito menos em si  próprio.

E muitos, ao chegarem ao consultório e desenvolverem o rosário de desgostos e desencontros pela vida, no final nos dizem, de modo dramático e quase patético: “Não sei o que fazer, doutor. Não sei que rumo tomar.”    

E nenhum deles se lembra que não estamos sozinhos, que não somos uma ilha deserta no meio de um oceano bravio. Apesar de toda a complexidade do ser humano, este, material e sofredor que vai ao consultório, é, tão somente, um invólucro, uma armadura que protege o nosso Ser Interno, ou a Alma ou a Essência, qualquer que seja o nome que queiramos dar. Neste, temos que confiar e acreditar, pois desenvolverá o melhor para nós, pois ele somos nós, em sua essência divina.

Que façamos a nossa parte, que busquemos o empenho em melhorar as nossas condições de vida, que entendamos as nossas raízes neuróticas para absorvê-las, desconstruí-las e reconstruir o presente, o agora, para ter um futuro pleno e feliz.  No mais, confiemos em nossa Essência. Ela sabe o que faz. Acreditemos.

Muito das inseguranças vivenciais, visualizadas facilmente na chamada sintomatologia clínica, nada mais são do que a exteriorização da descrença da sua realidade na vida, do que você representa neste grande concerto sinfônico denominado Universo. Se não é o solista, tenha a certeza que a sua participação no todo é fundamental, pois orquestra, como Universo, é conjunto, é união, é Amor. 

Há muitos anos, meu Mestre em Reiki, Edmar de Albuquerque, contava uma historinha para elucidar as suas palestras que se enquadra, absolutamente, nas angústias desses pacientes do consultório. Contava ele que um discípulo, incrédulo e entristecido, pedalava a sua bicicleta e se lamentava das dúvidas e incertezas de que sentia. De repente, ouviu a voz de sua Essência que lhe disse: “Não se lamente. Continue pedalando e deixa que eu dirija a bicicleta, pois eu sei o caminho. Mas não pares de pedalar. Pedala, só pedala, e confia.”

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