- Ano III - nº 4(25) - Julho/Agosto de 2009.                                                     Direção: Osiris Costeira

SERVIR A DEUS

Há poucas semanas recebi telefonema de uma pessoa que desejava marcar uma consulta no meu consultório. Depois das perguntas de praxe, e de suas respectivas explicações, a tal pessoa – era uma senhora – me perguntou qual a técnica terapêutica que eu usava, e a qual escola acadêmica estava vinculado.  

Apesar de espantado com a pergunta, e já antevendo o perfil personológico da tal senhora, respondi que não tinha, propriamente, nenhuma técnica em especial para os meus pacientes, e que não estava vinculado a nenhuma escola terapêutica, em termos de sociedade ou coisa parecida. Acrescentei, ainda, que para mim cada paciente necessitava, de certa forma, de uma técnica específica, porque na minha visão terapêutica eu buscava atuar não na doença ou nos seus sintomas, mas, fundamentalmente, no paciente.  

A senhora, depois de me ouvir, disse que me perguntava sobre isso porque o seu terapeuta atual participava da Sociedade tal e praticava, no consultório, a técnica X que ela, definitivamente, como enfatizou sílaba-à-sílaba, não gostava e “não se dava bem”. 

Na data previamente marcada para a consulta – como eu já imaginava – a senhora não compareceu e, tão pouco, avisou que não iria. Foi, sem dúvida, a única maneira que conseguiu para agredir um “terapeuta bárbaro”, sem técnica nem sociedade. E nunca mais soube dela. 

Este episódio, ocorrido durante alguns poucos minutos de um telefonema, me chamou à atenção para indagar, de mim mesmo, o que é terapia, e para que serve, o que representa o terapeuta para o paciente, e aonde ele, terapeuta, deseja levar este paciente. 

Terapia é um termo grego que significa – literalmente – “Servir a Deus”, razão pela qual os atendimentos terapêuticos, na época grega, eram feitos nos templos, o que hoje poderíamos simbolizar pelos atendimentos dos sacerdotes das diversas religiões aos seus fieis, inclusive em confissão. 

Terapia é, antes de mais nada e de qualquer coisa, transmitir a alguém apôio, ajuda, conforto do amparo, confiança no sugerir medidas, seguidas ou não pelo seu livre arbítrio, que possam proporcionar uma vida melhor, mais saudável, alegre, feliz. Terapia é repartir a sua experiência de vida com alguém que, momentaneamente, se sente fragilizado, assustado, amedrontado, realmente não feliz, e lhe mostrar que a Vida é linda e fantástica, ele é que não está conseguindo, nesse momento, ver assim.   

As pessoas são muito parecidas em seus padecimentos, mas têm um “universo próprio”, oriundo de sua(s) vida(s) e da maneira pela qual se relacionam, umas com as outras, em função de suas necessidades afetivas e emocionais   

Cabe aos terapeutas captar e retransmitir, da melhor maneira possível, a maneira pela qual os seus pacientes entenderão que a Vida  é AGORA, independente do que  fôra antes no passado,  e o que se supõe, culturalmente, poderá ser daqui a algum tempo. Para esses, resta “curtir” o passado e esperar, prestabelecido, o futuro, nem sempre realmente o que deseja, mas o que o “grupo”, ou a “mídia” determinou como sendo o ideal. 

A terapia é, antes de tudo, otimismo e amor, que pode ser transmitida pela técnica X ou Y, dependendo do conteúdo de otimismo e de amor, da mesma maneira que pode ser oferecida através de um abraço ou de um aperto de mão, em que a força de suas energias repousem no AMOR, na Fraternidade entre as pessoas, no desejo, realmente, que os outros sejam felizes, em se supondo que o próprio terapeuta já tenha alcançado tal magnitude. Isso tudo me faz lembrar a grande Cora Coralina que, em não sendo terapeuta dizia “Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” Que grande terapeuta era a Cora Coralina. 

E isto porque o terapeuta não é, exclusivamente, um profundo conhecedor de técnicas. É preciso que ele seja, antes de mais nada, feliz,  acredite e vivencie o que prega e o que oferece como lema aos outros: A VIDA É MARAVILHOSA. 

Os gregos, como sempre, estavam certos ao definir a terapia como “SERVIR A DEUS”, pois mostrar a verdadeira vida que podemos viver é mostrar Deus, na sua essência. E mostrar Deus aos Homens é SERVIR A DEUS.    

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