- Ano IV - nº 3(31) - Fevereiro de 2010.                                                     Direção: Osiris Costeira

A IMENSA ORQUESTRA SINFÔNICA

Há algumas semanas recebi um e-mail de uma paciente do consultório avisando que não iria à consulta marcada, e também suspendendo o processo terapêutico que há muito pouco tempo iniciáramos. Nas suas razões ela dizia, textualmente: “Obrigada pela orientação. Sinto que é exatamente o que devo fazer. O problema é quando terei coragem para fazê-lo e finalmente me respeitar e me permitir ser feliz... por enquanto tem muita gente precisando que suporte a infelicidade mais um pouco”.

Profundamente lamentável, mas é uma realidade de muita gente que prefere viver, mesmo infeliz, em função dos outros – supostamente felizes. É quase como um ato heróico de alguém que se “sacrifica” e sofre para que os outros, ou alguém determinado, sobrevivam bem. E nesse aparente masoquismo, explícito, há uma certa onipotência de quem é capaz de trocar a sua felicidade pela felicidade dos outros.

A rigidez dos onipotentes, em vivendo em seu “mundinho” só seu, não entende que pertencemos – como dissemos em outra oportunidade – a uma imensa Orquestra Sinfônica, chamada Universo, em que cada um tem a sua função e partitura, ora solando ora participando do som do grupo, e que deverá ser executada da melhor maneira que pudermos.. E que quanto melhor fizermos, melhor farão os demais músicos da Orquestra. E se nos sairmos mal em nossa participação, toda a Orquestra falha, apesar de o Maestro, o Pai, ter mostrado amorosamente a maneira como deveria ser executada a nossa partitura.  Ele mostra o caminho. Nós é que caminhamos. Do modo como acharmos melhor. Se quisermos caminhar. 

É uma imensa ilusão se supor que a nossa infelicidade poderá proporcionar a felicidade de alguém, visto que a grande energia que sustenta a todos é o AMOR, e quem está ou se sente infeliz não tem AMOR para dar, para oferecer a qualquer pessoa “ser feliz”. Para fazer os outros felizes eu tenho que estar feliz e transmitir esta felicidade. Felicidade é uma das formas pelas quais se conjuga o verbo AMAR.

A pessoa mais importante em nossas vidas somos nós, sem que isso represente sentimentos de egoísmo e sim de respeito a nossa vida e à Vida. E a única obrigação fundamental que temos é, em honra à Vida, buscar a felicidade e, se possível, transmiti-la de alguma forma aos outros, para que transmitam aos outros, e aos outros, numa cadeia infinita em busca da Paz.  E de Deus.

Sejamos felizes, antes de mais nada, para proporcionar e transmitir felicidade às pessoas.  

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