- Ano IV - nº 5(33) - Abril de 2010.                                                     Direção: Osiris Costeira

NÓS, TERAPEUTAS

Com a maior aceitação da Medicina Vibracional, indubitavelmente a noção de doença e doente sofreu grandes e profundas modificações. A mais importante mostra que a doença, física ou mental, é uma decorrência do adoecimento do paciente, de um desequilíbrio de seus componentes internos, de sua essência, ego superior, alma ou qualquer outro nome, que se materializa na lesão. Com isso, o doente, o paciente, o indivíduo “diz” ao mundo que ELE está doente através da sua “doença”, externa e visível. E a partir desta constatação, o foco de atenção do terapeuta passa a ser o indivíduo, e não a doença.

Da mesma maneira que foi o paciente que adoeceu, cabe a ele se desadoecer quando se permitir entender da necessidade que tem/teve de, simbolicamente, pedir ajuda para se reequilibrar e ser feliz, na mais pura e simplória expressão do termo, com o advento da “doença”. E as pessoas manifestam as suas doenças, “coincidentemente”, através de órgãos e aparelhos que a Leitura Corporal, fruto milenar da observação da Medicina Tradicional Chinesa, nos ensina como e porque usamos este ou aquele órgão/aparelho para manifestar as nossas insatisfações.

Se pudéssemos sintetizar todos esses movimentos, diríamos que adoecemos porque queremos adoecer, e nos curamos quando nos permitimos desadoecer.

Neste contexto de novos paradigmas nasce um novo posicionamento do próprio terapeuta, um pouco diferente do terapeuta-xaman ou, mais modernamente, do terapeuta-médico-psicólogo. Ambos, sempre chamaram para si a responsabilidade pela cura, quer com os poderes sensitivos dos xamans, quer com as técnicas psicoterápicas e a riquíssima maquinaria da Medicina acadêmica.

Na realidade, a função do terapeuta é, além de ajudar o paciente no entendimento das razões pelas quais ele não está se permitindo ser feliz, mostrar as possibilidades de novos caminhos para reverter esses desencontros com a Vida. Esses caminhos sugeridos pelo terapeuta serão usados pelo paciente-indivíduo quando e se ele se permitir, cabendo somente a ele o livre-arbítrio na escolha.  Cabe a ele, paciente, e não a nós, terapeutas, a responsabilidade pelo desejo de escolha e da própria escolha do caminho a seguir. E, qualquer decisão fará parte de sua evolução nesta vida, em que tudo é aprendizado. Tudo se aprende, com Amor ou com Dor.  

Por isso, a postura dos terapeutas, de NÓS, TERAPEUTAS, deve ser a mais tranquila e amorosa possível, absolutamente equidistante dos dissabores e das culpas da não-cura, quanto das vaidades do endeusamento pela cura. Nenhum dos dois extremos pertence aos terapeutas. Só aos pacientes.

Além do mais, a figura do terapeuta necessita transmitir ao paciente a noção exata de sua imparcialidade, apesar de desejoso, amorosamente, que ele viva melhor para saborear tranquilamente as maravilhas da Vida. Para tanto, é importante que o terapeuta também esteja “saboreando tranquilamente as maravilhas da Vida” para que possa se comunicar e interagir de modo feliz com o paciente.

Nós, terapeutas, necessitamos oferecer a possibilidade de uma vida mais harmônica para os nossos pacientes, a mesma vida harmônica que também necessitamos viver, e que esperamos que eles, um dia, possam compartilhar conosco.

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