- Ano IV - nº 6(34) - Maio de 2010.                                                     Direção: Osiris Costeira

BASTÃO-QUE-FALA

As “Cartas do Caminho Sagrado. A descoberta do ser através dos ensinamentos dos índios norte-americanos”, Jamie Sams (Ed. Rocco, 1993) são as minhas eternas inspiradoras de vida, pois nos oferecem a experiência não apenas dos povos indígenas, mas de toda a consciência humana, iluminada pelos grandes Mestres do Universo.

A simplicidade de suas histórias, além de encantadoras, nos mostram como poderia e deveria ser o convívio entre as pessoas, respeitando cada uma como deveríamos respeitar a nós mesmos; permitindo que cada pessoa viva como achar melhor, sem que estejamos eternamente julgando, e consequentemente condenando ou absolvendo, como se fôramos os grandes juízes da Vida.

Permitir que as pessoas vivam as suas vidas e declarem as suas preferência e opiniões é, antes de qualquer coisa, um ato de Amor, compartilhado e dividido entre todos no grupo.

A carta nº 15, das “Cartas do Caminho Sagrado” é, como as demais, fantástica e extremamente simples em seus ensinamentos de Vida. Chama-se “BASTÃO-QUE-FALA. Pontos de vista/Opções”, e nos ensina: “O Bastão-que-fala é um instrumento usado por muitas Tradições Americanas Nativas toda vez que um Conselho é convocado. Ele permite que todos os membros do Conselho apresentem seu Sagrado Ponto de Vista. O Bastão-que-fala passa de pessoa a pessoa à medida que a reunião se processa. Somente a pessoa que segura o bastão tem o direito de falar naquele momento. A Pena-de-Resposta também deve ser segurada pela pessoa que fala a menos que esta dirija uma pergunta a outro Membro do Conselho. Neste momento a Pena-de-Resposta passa para a pessoa que vai responder a pergunta.”

O que vemos, no dia a dia de nossas vidas e principalmente nos consultórios, é que certas pessoas “exigem” que as demais vivam em função de seus parâmetros e julgamentos, e não em função do que essas pessoas admitem como válido ou acertado. Atuam, muitas vezes, de modo onipotente e quase arrogante, determinando como os outros devem reagir a diferentes aspectos da vida, independente de suas convicções. E quando os outros não aceitam a sua “participação” se sentem rejeitados e secundarizados em seu poder de mando. E vão aos consultórios de Psicoterapia com queixas de depressão e “menos valia”. É incrível, mas é o que existe.

Ainda as “Cartas do Caminho Sagrado” nos fala que “O Bastão-que-fala nos recorda que o ponto de vista alheio é muito valioso e nos ensina a maneira de escutar e colocar em prática tudo aquilo que ouvimos. Estamos sendo solicitados a não interromper aqueles que estão compartilhando sua Sabedoria conosco. Devemos aprender, ao ouvir os outros, que a vida nos oferece inúmeras escolhas e respostas para qualquer dilema que nos seja colocado.”

E finaliza as suas considerações dizendo: “Lembre-se de que todos os sinais da vida e todas as escolhas estão disponíveis para aqueles que sabem ouvir. Está surgindo uma outra oportunidade para que o seu crescimento se faça por um novo caminho. Use este presente agora e use-o com Sabedoria.”

 

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