- Ano IV - nº 7(35) - Junho de 2010.                                                     Direção: Osiris Costeira

UBUNTU PARA TODOS NÓS

Neste período de Junho/Julho de 2010 é inevitável que olhemos com olhos de ver e de sentir a África, e em especial a África do Sul, quando se disputa o Campeonato Mundial de Futebol, a conhecida Copa do Mundo.

E não apenas os aficionados pelo futebol – que são milhões no mundo – mas, principalmente, os defensores da liberdade, igualdade e fraternidade entre os cidadãos do mundo ao se comemorar a “entrada” da África do Sul no contexto civilizado do Mundo, ao expor a este mesmo mundo que não convive mais com a “apartheid”, triste lembrança de um governo de “separação” entre negros e brancos que existiu na África do Sul desde 1948. 

Somente com as primeiras eleições livres, realizadas em 1994, depois de abolida a “apartheid” oficialmente em 1990, é que a África do Sul nasceu, realmente, e começou a sua reconstrução que agora tem a oportunidade de mostrar a todos, negros e brancos, o seu trabalho.

Nos inúmeros dialetos existentes na África oriundos de dezenas de etnias espalhadas por todo o continente, inclusive na África do Sul, existe uma palavra comum a quase todos, e que pela multiplicidade de seu significado é usada em inúmeras circunstâncias e que, felizmente, representa a nova África do Sul: UBUNTU.

Em interessante reportagem jornalística, um telejornal (TV Globo) há alguns dias mostrou que UBUNTU é traduzida, oficialmente, como HUMANIDADE. Mas, também ressaltou que a sua tradução é muito maior, significando amizade, solidariedade, compaixão, perdão, irmandade, amor ao próximo, capacidade de entender e aceitar o outro. Tudo aquilo que o povo da África do Sul teve que exercitar para se tornar livre. Tudo aquilo que todos nós necessitamos desenvolver para sermos realmente felizes.     

Ainda na mesma reportagem, lembrou-se que, certa vez, o Bispo sul-africano Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz, explicou que “Ubuntu é a essência do ser humano. Você não pode viver isoladamente, você não pode ser humano se é só.”

Neste momento em que os homens se mostram com tanta intransigência, com tanta arrogância e onipotência de suas atitudes rígidas e donas absolutas da Verdade, e que apesar de “tanto poder” não conseguem ser felizes, esperamos que do velho continente africano, de onde nós todos viemos um dia, ecoe o som de seis letras – apenas seis letras – para que tenhamos uma vida saudável em que impere única e exclusivamente o Amor: U - B - U - N - T - U.

UBUNTU PARA TODOS NÓS.

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