- Ano IV - nº 9(37) - Agosto de 2010.                                                     Direção: Osiris Costeira

OBRIGADO, CHICO

Ontem, depois de vários desencontros involuntários no nosso dia a dia, consegui ver o filme que tanto queria: “Chico Xavier”. Gostei muito, muito mesmo, como arte cinematográfica, como desempenho dos artistas e, principalmente, como lição de Vida que foi a vida de Chico, tão simples em sua essência, e tão exuberante em suas manifestações de grande terapeuta que foi. E ainda é.

Vários aspectos ficaram muito marcantes para mim ao “ver” a trajetória de sua vida, e nos quais podemos nos basear como parâmetros para as nossas próprias vidas, inclusive como terapeutas.

Todos nós, terapeutas holísticos, somos pessoas espiritualizadas, em que o conceito do divino, de Deus, está impregnado na matéria, no corpo humano que trabalhamos quando adoece. Para nós, o corpo não existe sozinho, representando, isto sim, uma capa, um invólucro para a nossa Essência, para o Eu Interno, que é a representação da divindade, de Deus em cada um de nós. Esta, sim, imortal.

Muitas vezes, arraigados aos aspectos materiais da vida, inclusive impregnados pela própria mídia, sentimo-nos como que “envergonhados” e/ou “amedrontados” com as manifestações, sutis, da nossa sensibilidade espiritual. E a denominamos com classificações mais socialmente aceitas, como “intuição”. É apenas nomenclatura. O importante é o que sentimos.

E o que sentimos, nós terapeutas, é a manifestação de nossa Essência nos mostrando o caminho que devemos seguir para fazer a nossa função no melhor modo possível: sugerir caminhos para o paciente se permitir ser feliz. Com alegria e prazer.

O nosso conhecimento técnico, evidentemente, é muito importante. Mas ele é pouco, a meu ver, pois é preciso que tenhamos a sensibilidade de “entender” o que sente o paciente, e não apenas interpretar e diagnosticar o que ele verbaliza, muitas vezes destorcido inconscientemente da  realidade real.

E isso, Chico Xavier, com a sua simplicidade de vida, nos mostra de maneira cabal que não precisamos ter “medo” do que está junto a nós, pois, inclusive, nunca estamos sozinhos. Ele, como nós, era e ainda é terapeuta, cuja função básica é ajudar os que necessitam de apoio, de orientação, de uma palavra de fé, de otimismo, de carinho, e fundamentalmente de sentir confiança em sua própria Essência. Nós somos a pessoa mais importante em nossa vida.

A única diferença é que ele, Chico, tinha a ventura de “ver” os seus Instrutores e Guias Espirituais. Nós, e a grande maioria das pessoas, sentimos apenas sem os ver. Não importa, não é fundamental. O importante é permitir – nós terapeutas - que as nossas Essências nos orientem, em sendo nós, fundamentalmente, veículos, instrumentos de nossas Essências. Chico, na sua candura dizia que ele era apenas o “carteiro”, entregando mensagens.  Mensagens de Amor. De Vida.

Por tudo isso, queridos colegas terapeutas, sugiro que todos nós sejamos, sem medos e verdadeiramente, instrumentos de nossas Essências, para que tenhamos Sabedoria. Esta, é fruto da união do Conhecimento, que nós tecnicamente temos, com a Experiência. E isso, a nossa Essência tem de sobra.

 

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