- Ano IV - nº 10(38) - Setembro de 2010.                                                     Direção: Osiris Costeira

MEU FILHO MAIS NOVO NASCEU

Tomo a liberdade, fugindo um pouco dos assuntos que normalmente são abordados em nossos Editoriais, para informar que, no último dia 12 de Agosto, na cidade de São Paulo, mais precisamente no Parque Ibirapuera, nasceu meu filho mais novo, de parto normal, pleno de saúde, com pouco mais de 1,300Kg, apesar de uma gestação longa, e em nada prematuro.

Ganhou o nome, ainda antes da pia batismal, de “DICIONÁRI0 BRASILEIRO DE EPÔNIMOS EM MEDICINA, e sua maternidade foi a Editora UNIFESP, ligada à Universidade Federal de São Paulo, através do parteiro da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

O início de seu projeto data, provavelmente, ainda do tempo de faculdade, a querida Faculdade de Ciências Médicas, da antiga Universidade do Estado da Guanabara e hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Nela, quando das aulas de Anatomia Descritiva, os nossos professores não se furtavam de falar em “veia de fulano”, “artéria de cicrano”, além de outras intermináveis denominações de ligamentos, nódulos, tendões, gânglios e um sem número de aspectos anatômicos batizados com o nome de seus descobridores.

Mais tarde, na Clínica Médica, o mesmo problema, agora com a denominação das síndromes, doenças, sinais, manobras e uma série de manifestações clínicas e semiológicas, de caráter eponímico, em que se referendava o nome dos que as descreveram. E a nomeação desses epônimos passou a ser rotina nas nossas conversas, relatórios e pesquisas.

Ao longo dos anos conheci alguns bons livros que abordavam o significado de alguns epônimos, principalmente dentro de determinadas especialidades médicas, como Neurologia, Cardiologia e Clínica Médica. Contudo, nenhum, pelo menos na língua portuguesa, que englobe todas as especialidades e, principalmente, os Epônimos Anatômicos, tão lembrados na longínqua Anatomia do primeiro ano da faculdade.

E foi exatamente este o meu resgate histórico: preparei um dicionário com 5903 verbetes de epônimos – sendo 996 referentes à Anatomia Humana, em separado, como Apêndice – em que, além da definição do epônimo, procurei informações de seu criador, como nome completo, o que fazia e aonde, além de ano de nascimento e morte, localizando-o no tempo e no espaço.

Para completar os “dados históricos” dos epônimos, consegui, na sua grande maioria, referências bibliográficas para estudos mais minuciosos dos interessados, inclusive da primeira publicação (não em todos, só em alguns) de onde nasceu o epônimo, propriamente dito.  

E toda a magia dos epônimos tenta-se focalizar no Prefácio do Dicionário ao se dizer que “Se imaginarmos que há quatro ou cinco séculos não havia estetoscópio, microscópio, não se tinha noção de célula, bactéria ou de vírus, e imagens ultrassonográficas ou de ressonância magnética não existiam nem na imaginação dos mais delirantes, admitiremos que apenas com a observação e a criatividade o homem realizou milagres. Pelo menos, aos nossos olhos de hoje, habituados à parafernália de aparelhos a alcançar aquilo que os nossos sentidos não sentem. Pelo menos sozinhos.”

Apesar de nossa inteira e total dedicação atual às Terapias Naturais e Holísticas, esta talvez seja a nossa grande contribuição à medicina clássica, acadêmica, de onde todos nós viemos e aprendemos a usá-la quando necessário.

O que fazemos a mais, um pouco além da medicina clássica e acadêmica, é sulcado na Medicina Vibracional em que valorizamos, também, algo mais sutil do que o corpo humano, em que este é apenas depositário e guardião de algo diferente de sua clássica e acadêmica anatomia e fisiologia: Deus.

 

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