- Ano V - nº 3(43) - Fevereiro de 2011.                                                     Direção: Osiris Costeira

MEA CULPA, MEA CULPA, MEA MAXIMA CULPA

Há séculos que os católicos, na Missa, no capítulo intitulado “Confiteor”, reconhecem seus erros perante Deus, dizendo: “Confiteor Deo omnipotenti, beatae Mariae semper Virgini, beato Michaeli Archangelo, beato Joanni Baptistae, sanctis Apostolis Petro et Paulo, omnibus Sanctis, et tibi pater: quia peccavi nimis cogitatione verbo, et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.” (Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso, bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, porque pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras, (bate-se por três vezes no peito) por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa).

E a eterna sensação de “culpa” acompanha, praticamente, todos nós ocidentais ao longo dos séculos com uma série de consequências vivenciais, e  que dificultam o bem-estar e a busca pela felicidade e o prazer.

Quantas vezes ouvimos nos consultórios os pacientes se lamentando por não “poderem” conseguir determinada coisa ou situação, pois “seria demais e eu não mereceria”, como se não tivessem direito à vida com vitórias e conquistas. E isso porque há sempre uma culpa. E se há culpa, há “delito”. E se há “delito”, tem que haver um “castigo”. Quem deve tem que pagar...

E as pessoas se esquecem, ou não sabem, que 99,99% de suas “culpas” são oriundas de “delitos” fantasiosos e deliroides, muitas vezes oriundos de uma infância e/ou adolescência cheia de desamores e desencontros, tomados como paradigmas, imutáveis, para o resto de vida.

Desamores e desencontros esses que, muito provavelmente, foram criados por circunstâncias do momento vivido, com todas as variantes pertinentes à vida como aspectos social, cultural, econômico, religioso, além das histórias pessoais de cada participante do grupo vivido.

Esquecemo-nos, constantemente, que somos portadores da mais importante “varinha mágica” que se pode supor existir em cada um de nós: o livre arbítrio; este sim o verdadeiro responsável por tudo aquilo que somos, por tudo aquilo que pensamos, sentimos e realizamos.

Porque somos nós os responsáveis pela nossa vida, amo e senhor de nosso destino feliz ou não feliz. Vivendo para aprender. Aprendendo para viver. Cada vez melhor e mais feliz. E com Amor.

Precisamos dar um BASTA a tanta culpa. Chega. Precisamos viver buscando ser feliz, e não lamentarmos por ter que viver “num vale de lágrimas”, pois a Vida é, unicamente, um “imenso vale de Amor e de Felicidade”. Quando nós permitimos.

Deus, nosso Pai Eterno, em qualquer das denominações dadas pelo Homem, é uma grande energia de Luz, Paz e Amor, e só dessa maneira deve ser lembrado e reverenciado. Sem castigos. Sem culpas. Sem dor. Só Luz, Paz e Amor. Assim seja.

 

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