- Ano V - nº 5 (45) - Abril de 2011.                                                     Direção: Osiris Costeira

COMEMORANDO OS 70 ANOS DE UM AMIGO

Há poucos dias li uma crônica do excelente escritor Manoel Carlos, em uma revista semanal que recebo em casa, e cuja leitura já faz parte dos finais de noite de sábado, em que relatava as comemorações de aniversário de um amigo. A reunião foi agora em Março e o amigo fazia 70 anos.

E lembrei-me que, por coincidência, em Março e pelos mesmos 70 anos, também me reuni com amigos para comemorar o aniversário de um deles. Como diferença, eles festejaram com vinho de “boa cepa”, e nós com belíssimo chope, “bem tirado” e quase sem colarinho.

Foi extremamente agradável, como sempre, o nosso encontro, principalmente pelo “tom da prosa” em que o nosso amigo, agora septuagenário, nos falou do que sentia e do que pretendia ainda da vida, numa visão bastante simples e tranquila de quem já vivera mais do que os outros do grupo.

Do que nos contou, o mais interessante foi a imagem muito nítida da percepção que ele tem, hoje, da existência de algo a mais do que seu corpo, material e palpável, e de todas as demais coisas – materiais e palpáveis, também – que sempre o rodearam e pelas quais  lutara a vida inteira para conquistar.

E ele nos dizia que foram importantes, principalmente pelo aprendizado de vida que propiciou, podendo entender, hoje, o porquê da valorização de um ego hipertrofiado e em busca da aceitação dos outros para a sua imagem, perpetuando a necessidade de representar uma personagem (da qual se conhece o texto) e jamais exibindo o ator, este precisando de um roteiro próprio. Escrito por ele.

Contudo, com o passar dos anos, os aspectos materiais continuaram necessários à sobrevivência, mas sem aquela importância fundamental que se lhe dava, como única e exclusiva finalidade de nossas existências.

Essa mudança de sentimentos redireciona as nossas metas, do novo hoje e, consequentemente, do novo amanhã. O ontem, passa pelo movimento de desconstrução – não destruição – em que se assegura apenas às coisas válidas de antes a permanência em nosso hoje. No novo hoje.

A nova sensação como Ser Humano se torna infinitamente maior, mais abrangente, globalizada, conscientizada apenas como parte integrante de uma imensa “orquestra sinfônica” que é o UNIVERSO, com direito a vários solos durante a apresentação, e regido de modo justo e perfeito, mas docemente, pelo grande Maestro: Deus, nosso Pai Eterno.

Ao nos sentirmos integrantes dessa orquestra, temos a certeza de que a nossa participação é fundamental para o sucesso de todo o grupo, e que uma nota executada num tom diferente do previamente descrito na pauta pode afetar o conjunto, que deve ser composto de sons harmônicos e em uníssono.

Esta nova visão confere a verdadeira importância de nosso aprendizado, em que o individual evolui para a grandeza do conjunto, de toda a Humanidade.

Finalmente, o nosso amigo septuagenário faz um brinde à Nova Vida que começa agora, lamentando, apenas, que tenha demorado tanto para iniciar...

 

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