- Ano V - nº 9 (49) - Agosto de 2011.                                                     Direção: Osiris Costeira

MEDO, PARA QUÊ?

O medo é uma das sensações humanas mais comuns no dia a dia de cada um. Mas, também, o medo é uma das sensações mais “escondidas” por todos nós. E, logicamente, nasce a pergunta inevitável: “Por que temos tanto medo, e para quê?”

Das reações instintivas, provavelmente o medo é a mais presente. A Psicologia já nos fala, desde Freud, que ter medo é temer a morte quer estejamos gravemente doente ou à frente de um animal selvagem que irá nos atacar. Esses podem ser vistos, digamos, como tendo ”um certo motivo”. Real. Palpável.

Mas, sem dúvida, esse não é o medo que temos mais medo. Creio que o pior, que mais nos angustia, é o “medo subjetivo”, até certo ponto inexplicável e sem razão. Ele surge, de repente, aparentemente do nada, e nos faz sentir inseguros, impotentes, incapazes, incompetentes de desenvolver uma vida saudável, tranquila e, fundamentalmente, feliz.

E essas sensações de medo são “visíveis” através de outros nomes e definições mais “aceitáveis” socialmente, inclusive referidos nos consultórios, como ansiedade/angústia/depressão e suas imediatas decorrências de insônia/sensação de solidão/desmotivação de viver.

Na maioria desses casos, o que sentimos mesmo é medo. Apenas medo. Em sendo o medo uma sensação de suposta privação de amor, afeto, prestígio, valoração, aceitação, numa imensa confusão de amor/valor.

Às vezes este medo é tão intenso que se transforma em pavor/pânico, dando margem, inclusive, a novos diagnósticos, principalmente nas cidades grandes onde o desafio e a competição se mostram cada vez mais intensos e acirrados.

Quanto mais simples a pessoa, desprovida de grandes sonhos ou metas a alcançar, menos medo/pavor/pânico. Contudo, esta constatação não sugere que não sonhemos e não tenhamos metas importantes e válidas para lutar. Sonhos e metas se realizam, ou não, sem que isso seja o carimbo de nossa capacidade/incapacidade. Podemos tentar outra vez, e mais outra, por que não?

A imagem que “necessitamos” passar às outras pessoas é uma obrigação constante e ininterrupta. Realmente avassaladora. Poderíamos dizer que muitos de nós somos apenas o que imaginamos como os outros nos vêem.  Como já dissemos em outra oportunidade, “somos sempre personagens, nunca atores”.

Chega de medos! Precisamos nos amar, antes de mais nada, para que possamos amar e ser amados pelos outros.  Sem a eterna sensação de rejeição, de abandono e de solidão. Nós nunca estamos sós, e por Ele jamais seremos rejeitados.   Fiquem em Paz.

 

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