- Ano V - nº 10 (50) - Setembro de 2011.                                                     Direção: Osiris Costeira

TIRANDO AS CASCAS

Na Faculdade de Medicina, eu e meus colegas de Graduação passamos seis anos aprendendo o básico de Anatomia/Fisiologia/Clinica Médica/Patologia para poder entender as doenças, e como as curar.

Depois, internatos/residência/estágios aprimoraram os conhecimentos “meramente” teóricos da Faculdade para que nos considerássemos médicos aptos a atender e curar as pessoas.

Com o tempo, e com outras concepções de Vida e consequentemente de Medicina, chegamos à Medicina Vibracional com a qual tentamos entender não as doenças, mas, fundamentalmente, o doente. Este é o escopo da Medicina Vibracional em que acreditamos.

Da mesma maneira que passamos a ver o doente e não a sua doença como foco mais importante da atuação dos terapeutas holísticos, nos parece também importante que nós, terapeutas, estejamos aptos, física e espiritualmente, para oferecer orientação aos nossos pacientes.

E quando falamos em estar aptos espiritualmente, queremos dizer que devemos estar despojados de uma série de “cascas” que muitas vezes nos envolvem e dificultam a nossa visão da Vida, de uma maneira mais ampla, e a própria atuação terapêutica.

A primeira dessas cascas é o ORGULHO que nos impede de vivenciar as coisas e as pessoas com a devida simplicidade, deixando escapar a possibilidade de uma relação mais transparente com a Vida e com os Homens. A segunda, fala da TIMIDEZ nas relações humanas, em não sabendo enfrentar com a devida humildade o grande aprendizado que é a Vida.

Como terceira casca destacamos a DESCONFIANÇA que nos cega e impede de ver a verdade que existe em todas as coisas e em todas as pessoas, inclusive em nós mesmos, gerando um imenso vazio de certezas. A quarta casca nos mostra a necessidade de se retirar de nós o MEDO para que possamos exibir, com toda a sua plenitude, o amor e o acolhimento de que sempre necessitamos, e precisamos para ratificar a força do amor que existe dentro de nós.

A quinta casca nos reporta à CRÍTICA, exercitando o perigoso ato do mau julgamento, para que através do respeito possamos aprender o uso da palavra e aceitar as escolhas individuais das pessoas, pois a verdade também existe com os outros. E a sexta casca, a INSEGURANÇA, nos reporta à necessidade de valorizarmos a e a capacidade de receber, para que possamos estar aptos e saber dar, também.

Esses conceitos, fundamentais em nosso aprendizado de vida, de certa forma já foram ressaltados com rara inspiração, digna dos grandes Mestres de Luz, por Edward Bach que sintetizou num único pensamento toda a essência da origem dos males e doenças que assolam constantemente todos os seres.

Este pensamento deveria direcionar não só as pessoas necessitadas de ajuda, mas, principalmente, os terapeutas para que possam realmente entender a si próprios e orientar os seus pacientes, cônscios de que a sua tarefa é, tão somente, mostrar um caminho de vida a seguir, se o paciente assim permitir e quiser:

“As doenças reais e básicas do homem são certos defeitos como o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade e a ambição. Tais defeitos, persistindo neles, depois de termos alcançado um estágio de desenvolvimento em que já os sabemos nocivos, é o que ocasiona no corpo os efeitos prejudiciais que conhecemos como enfermidades.”

 

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