- Ano V - nº 11 (51) - Outubro / Novembro de 2011.                                             Direção: Osiris Costeira

CERTO OU ERRADO

Constantemente, em nosso dia-a-dia, todos nós – todos nós – temos o hábito de admitir tudo e todos como certo ou errado, sentindo e exteriorizando julgamentos de uma série de coisas e de pessoas sem o mínimo de respeito e consideração. 

Estar certo ou errado intui a validade ou não de fatos, condutas e procedimentos da Vida que, muitas vezes, repercutem na vida dos outros, e desses em outros, e mais outros, numa cadeia interminável de pré-julgamentos que, às vezes, nem mais sabemos de onde ou de quem partiram.

E nesse processo, por mais incrível que pareça não nos incluímos nestes julgamentos constantes do certo ou errado, porque todos nós – todos nós – julgamos os outros e as coisas dos outros, nunca a nós próprios e as nossas coisas.

Um dia, não há muito tempo, conversando com um grande amigo sobre o assunto, este me perguntou de modo simples, mas incisivo como sempre faz:

“Meu querido amigo, com que direito você tem de julgar os outros e as coisas feitas por eles; com que direito a sua onipotência determina o que é certo e o que é errado na vida das pessoas, como se você fosse o paradigma e o modelo de tudo, e para todos?”

E, continuando, ensinou: “Não existe o certo e o errado na vida de cada um de nós. Existe, quando muito, o adequado e o inadequado para determinado momento e local. E a adequação ou inadequação de coisas, fatos ou ocorrências deverá ser feita, unicamente, pela própria pessoa e não por outrem.”

“Todos nós somos fruto de uma longa história, individual e coletiva, na qual criamos nossas verdades e adequações, fruto de aprendizado e vivência de nossas experiências. E só ela é capaz de nos mostrar o “adequado e o inadequado” para escolhermos.”

“Quando julgamos alguma coisa ou alguém estamos “aptos” a absolver ou condenar, emitindo, inclusive, muitas vezes uma energia de castigo e de dor aos condenados, assim julgados por nós.”

“Muitas coisas são adequadas para nós e não para muitas outras pessoas com outras histórias vividas; da mesma forma que temos adequações aceitas e vividas hoje, mas que não seriam há algum tempo.”

Por tudo isso, e em função dos ensinamentos de meu grande amigo, conclamamos a todos nós – todos nós – que busquemos o aprendizado e a evolução de nossas vidas em função do AMOR, deixando que os julgamentos sejam feitos por cada um, no momento em que acharem por bem, e da maneira que as suas histórias e suas Essências permitirem.

 

 

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