- Ano VI - nº 3 (54) - Março/Abril de 2012.                                             Direção: Osiris Costeira

CORTE A CORDA

 

Conversava eu com alguns amigos queridos quando o assunto veio, de repente, como quem não quer nada. e se apossou de nós em intermináveis elucubrações e devaneios, tentando entender o tema.

Falávamos da FÉ em nós mesmos, o que revertia na FÉ em nossa ESSÊNCIA, em nosso MESTRE INTERNO, e em tudo aquilo que vivenciamos com ele, sem nos apercebermos de sua presença e, principalmente, de sua participação.

Para nós terapeutas, a atuação de nosso Mestre Interno é fundamental, pois não basta o conhecimento técnico nas diversas escolas terapêuticas nas quais temos alguns anos de vivência e conhecimento. Ele, somente ele, nos coloca diretamente, sem que saibamos, em contato com o Mestre Interno, a Essência, de nosso paciente.

E muito antes de nosso raciocínio técnico, eles se manifestam e nos “sugerem” as diretrizes que deveremos tomar para melhor oferecer ao paciente que, de certa forma, aguarda as nossas sugestões de caminhos. Para que seus livres-arbítrios determinem o que farão. Da melhor maneira possível. 

E essa dualidade Terapeuta-Essência existe sempre, admitamos ou não, sem que isso represente qualquer interferência técnica e se transforme em algo mágico ou místico. Ninguém está sozinho, muito menos os terapeutas que já são levados a esta atividade por interferência de suas Essências, de seus Mestres.

Mas é preciso que acreditemos, acreditemos sempre que não estamos sozinhos, em qualquer circunstância e a qualquer momento. E crer é ter fé. Sempre.

Meu Mestre em Reiki, Edmar de Albuquerque, tinha o bom hábito de contar historinhas para elucidar e explicar melhor o que ele dissertava. E essas historinhas, realmente, nunca as esquecíamos, e passavam a fazer parte da própria explicação do fato discutido.

Numa conversa sobre FÉ, CRENÇA em nosso MESTRE, nossa ESSÊNCIA, Mestre Edmar conta a história de um alpinista que desejava alcançar o topo de uma montanha. Mas foi anoitecendo, ficando escuro e, ele não estando preparado para acampar, teve que parar onde estava ficando pendurado nas cordas.

E, caindo a noite, a escuridão era total e o frio muito intenso quando, de repente ele despencou caindo numa velocidade incontrolável. Queria conseguir parar a queda, mas foi impossível.

Vendo que iria morrer, começou a pensar em momentos felizes e tristes de sua vida, quando sentiu um solavanco que o deixou pendurado nas cordas. Então gritou com todas as suas forças: “DEUS! ME SALVE!”

Ouviu, então, uma voz intensa que dizia: “Você tem certeza que quer a minha ajuda?” Respondeu o alpinista: “Sim, claro”. “Então corte a corda, AGORA”, falou a voz.

E ele não conseguindo acreditar, não cortou; pelo contrário, agarrou-se ainda mais às cordas onde estava preso.

Conta a equipe de resgate que no dia seguinte encontraram o corpo congelado do homem preso às cordas... a uma distância de menos de dois metros do solo...

E, Mestre Edmar completava: “Hoje está sendo dada a você a oportunidade de cortar a corda. A corda da falta de coragem, a corda do medo, da depressão, das mágoas, dos ressentimentos, a corda da perda, da falta. E, ao buscar o processo iniciático, eu acrescento: SOLTE A CORDA E VIVA COM PRAZER E ALEGRIA”.

  

 

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