- Ano VI - nº 6 (57) - Agosto/Setembro de 2012.                                             Direção: Osiris Costeira

A ESPIRITUALIDADE NA MATÉRIA

 

O consultório de Psicoterapia, nos moldes que desenvolvemos, se mostra absolutamente rico em “figuras” que nos procuram, principalmente de uma mesma faixa etária, para “discutir a relação” com a Vida, e tentar, se possível, entendê-la um pouco mais.

Nesses casos, esquecemo-nos, totalmente, das técnicas normalmente usadas na aproximação/aprofundamento/simbolização do material oferecido pelo paciente. Ele só quer falar. Se possível dialogar para entender.  Falar, dialogar e entender. Nada mais do que isso.

Para eles, interpretar as suas realidades representa entende-las para que possam viver melhor, consequentemente, mais felizes, no tempo que lhe restam de vida. E de Vida.

Há algumas semanas retornou ao consultório um paciente que não nos visitava há algum tempo, após termos “discutido” vários aspectos de sua trajetória em que falamos da velhice ou, como quis “impor”, da fase de “idoso e praticamente aposentado”, já que poucos o procuravam para informações e orientação profissional.

Contou-nos, então, que, por sugestão de vários amigos, passou a participar de inúmeras atividades “místicas” ou “religiosas” na busca de uma suposta espiritualidade que pudesse, na sua imaginação, ocupar o espaço vazio da “vida” e - por que não? – alçá-lo a uma magnitude representativa de sua evolução, e valor. Talvez em resposta à sua atual condição material.

Com o tempo, contudo, não encontrava e, tão pouco, vivenciava a “grandeza” das suas “conquistas” espirituais. Continuava o mesmo, sem manifestações “teatrais” de suas conquistas no que se refere à espiritualidade.

E, dessa maneira, não canalizava, não tinha manifestações de vidência/audiciência mediúnica, nem psicografava para as pessoas que necessitavam de “respostas”!!!

Realmente - quem sabe? – não as merecesse. Enfim, não manifestava a exteriorização de uma divindade, realizada, da qual admitia ser o seu instrumento.

Em face desse “meu mundo caiu”, obviamente, o seu mundo real desmoronou, transmutando-o à realidade. Ao hoje. Ao dia a dia. Á depressão. E, uma conversa conosco foi marcada.

Evidentemente, não há simbolismos a serem interpretados, nem outras considerações a serem discutidas para entender a decepção pelas não conquistas de seu novo “status” espiritual.

Contudo, transmitimos a ele algumas imagens reais que poderiam, se não resolver, amenizar pelo entendimento as suas decepções como o novo “guru”.

E lhe falei do que meu Mestre em Reiki, e grande amigo, Edmar de Albuquerque, me dizia com respeito ao assunto: “É na matéria que evoluímos, e é na matéria que nos iluminamos. Se estamos por aqui, é nessa vibração que temos que aprender para evoluir. Com dor ou com amor. Mas evoluir.”

E nos esquecemos que a verdadeira tônica da “espiritualização” é, também, o tipo de vida que se desenvolve no dia a dia de nossa existência.

Esse paciente de que falamos – e sobre isso eu sei, pois nos conhecemos há algum tempo – trabalhou de modo honesto, leal, produtivo, sem mistérios, por décadas em várias situações de emprego, em que foi coerente e justo com seus superiores e com os seus subalternos.

Fora isso, em sua vida privada, familiar, buscou sempre a harmonia de seu grupo, compondo, no que lhe era possível, meios para que todos vivessem bem e felizes.

Essa é a verdadeira espiritualização. Se algo puder acrescentar, objetivamente em termos de conhecimentos a respeito de escolas e técnicas espiritualistas, melhor ainda. Mas, o básico foi, sem dúvida, a sua vida, vivida dentro dos preceitos do Amor Universal.

Tomara que tenha entendido o que lhe falei. E aceite que é, verdadeiramente, espiritualizado.    

 

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