- Ano I - nº 6 - Maio de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

MEDICAMENTOS MÁGICOS.

No imenso mundo terapêutico, quando focalizada a relação terapeuta/paciente, um aspecto importante que ainda não foi absorvido totalmente pela maioria dos pacientes é o seu posicionamento frente ao adoecimento. E isso se deve graças à visão newtoniana e mecanicista da Vida, em sendo, essencialmente, uma perspectiva que considera o mundo como um mecanismo complexo, e o corpo humano uma grandiosa máquina controlada pelo cérebro e pelo sistema nervoso, o supremo computador biológico.

Esta grande máquina que é o corpo humano deverá ser consertada pela Medicina, e ciências afins, toda vez que der “defeito”, isto é, ficar doente. Atualmente, com os transplantes, pode-se até substituir peças que não têm mais conserto. Isto para o plano físico, material, é até compreensível. Quando visamos os sentimentos e as emoções, este paradigma newtoniano se torna perigoso, pois também buscaremos o conserto nos mesmos moldes da “oficina” de peças defeituosas.

Há algumas semanas atendemos no consultório uma nova paciente que bem exemplifica e materializa esta imagem de “defeito momentâneo na máquina”, necessitando de um bom mecânico que oriente a regulagem do motor. Paciente com quarenta e poucos anos, casada, nem baixa nem alta, sobressaindo o arredondamento de sua silhueta quase chegando à obesidade. Senta-se, e durante quase trinta minutos, sem parar ou permitir interrupções, disserta sobre os dissabores de sua vida enfadonha e rotineira, sobressaindo os atritos com dois filhos recém saídos da adolescência e com o marido que, segundo ela, é “independente demais para o meu gosto”.

Terminada a narrativa, a paciente declara que não está gostando nada da sua vida, e que estava ali para eu lhe receitar umas “gotinhas” (ela sabia que usávamos Florais) para se sentir mais contente. No seu pensamento mágico, a sua vida não prazerosa deveria ser motivada pela falta de alguma coisa, “externamente falando”, que necessitava de algum medicamento, ou até de “gotinhas”, que, magicamente, poderiam lhe mudar as sensações de seu dia.

A partir do momento em que Einstein demonstrou que tudo no Universo é energia, inclusive a própria matéria, criando um novo paradigma, entende-se que o corpo humano é um emaranhado de energias que se completam formando a Vida. O indivíduo, o ser humano, por mil razões que não caberia discutir agora, é dono absoluto desta Vida, e cabe a ele – somente a ele - dirigi-la da melhor maneira possível em busca da sabedoria, da serenidade e do prazer.

As doenças, físicas ou não, nada mais são do que repercussões dos desequilíbrios internos, do nosso Eu, assim como a vida que muitos vivem sem gostar e também sem fazer qualquer movimento para modifica-la. O grande Edward Bach, com a sua intuição luminosa, já dizia há setenta anos que “As doenças reais e básicas do homem são certos defeitos como o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade e a ambição.” Essas doenças é que precisam ser corrigidas. Mas é preciso que os “pacientes” entendam e desejem mudar.

É importante que todos os terapeutas tenham em mente que, qualquer que seja a sua técnica para debelar alguma patologia, a “cura” ou harmonização só existirá se o paciente desejar ou permitir. Não lhes cabe julgar os porquês e muito menos assumir a responsabilidade pela vontade do paciente. Com uma medicação “física” ou apenas um abraço aonde se compartilha energeticamente o amor universal, cabe ao terapeuta mostrar o caminho, apenas o caminho. Caberá ao paciente o “processo de cura”, no seu tempo e ao seu modo. No mais, deixemos às essências.

Com os novos conceitos de Terapia Holística, se objetiva não o sintoma ou o sinal pelo qual a doença se manifesta. É a terapia agora voltada – EXCLUSIVAMENTE – ao paciente. É ele quem está doente, e não o seu corpo. Em conseqüência, é mais importante que saibamos, e que o paciente saiba também, os porquês de seu adoecimento, para que os modifique e, conseqüentemente, retorne ao equilíbrio de sua energia vital. Modificando o interno, tornando-o equilibrado e feliz, o corpo não tem mais necessidade de “falar”. O equilíbrio estará alcançado. Um ser feliz não adoece o corpo.

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