- Ano VII - nº 4 (62) - Junho /Julho de 2013.                                           Direção: Osiris Costeira

HABEMUS FRANCISCUS

 

No último dia de Fevereiro deste ano o mundo, principalmente o ocidental cristão, deparou-se com uma notícia absolutamente inesperada: a renúncia do Papa Bento XVI, que abdicava ao Trono de São Pedro e se recolhia  para as suas orações.

Menos de um mês depois, o Cardeal Bergoglio, da Argentina, era escolhido o novo Papa, assumindo o nome de FRANCISCO, em homenagem e devoção a São Francisco de Assis.

E todos nós aprendemos que o novo Papa é conhecido por um estilo pessoal extremamente simples e despojado de viver, pois, durante seus anos como cardeal em Buenos Aires, vivia num pequeno  quarto atrás da Catedral Metropolitana e usava normalmente apenas transporte público, como metrô e ônibus, para se locomover, além de cozinhar a própria comida.

Eleito Papa, seu crucifixo sobre a batina branca, quando apareceu ao povo na sacada do Vaticano, era de aço e não de ouro, como de costume com Papas anteriores, e também recusou o manto vermelho decorado com peles usado por Bento XVI.

Além disso, mostrando desde o início do papado um novo estilo, Francisco recusou a limousine blindada papal para comparecer a um primeiro encontro, na residência de Santa Marta, no dia seguinte de sua eleição, preferindo um veículo comum, e espantou a todos ao pagar pessoalmente a conta do hotel onde se hospedou para o Conclave, hotel este pertencente à própria Igreja Católica.

Todos esses aspectos, absolutamente compatíveis com a filosofia pregada por São Francisco de Assis, e do qual o novo Papa se identifica inclusive pelo nome, nos mostra a importância da busca do Ser e não apenas do Ter, este numa luta desenfreada em que todos os sacrifícios parecem válidos.

Ter, também é importante para a sobrevivência humana, quando apenas o necessário para uma vida criativa, tranquila, segura e feliz. Além disso é, tão somente, demonstração de força e poder pessoal, como se Ter realmente representasse "força e poder".

O estilo de vida do Papa Francisco, que traduz uma filosofia de vida, demonstra a possibilidade de as manifestações religiosas se mostrarem realmente espiritualizadas, querendo entender e se aproximar da Divindade, qualquer que seja o seu nome ou origem.

E isso porque cada vez mais vemos a comercialização e o envolvimento econômico-financeiro de inúmeras seitas e correntes religiosas que admitem fazer do Ter o caminho do Ser, se esquecendo, lamentavelmente,  que é sendo que temos.

E o caminho do Ser é, sem dúvida, o AMOR que existe em todos nós e que, às vezes, nos esquecemos que ele é o único meio para evoluirmos emocional e espiritualmente, e voltarmos um dia para a Casa do Pai.

Que o Papa Francisco mostre na Jornada Mundial da Juventude, agora em Julho, no Rio de Janeiro, todo o vigor de suas convicções para que, principalmente, a juventude possa elaborar dentro de seu coração todo um roteiro de vida em que o Amor prepondere e direcione a sua própria religiosidade.

Assim estaremos, mais uma vez, de acordo com outro Francisco, o Mestre Chico Xavier, que dizia "A minha religião é o Amor".

 

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