- Ano VII - nº 6 (64) - Outubro /Novembro de 2013.                                           Direção: Osiris Costeira

A NECESSIDADE DE RENASCER

 

Ao longo de nossas vidas, na luta do dia a dia pela sobrevivência física e, principalmente, emocional, somos "forçados" a imprimir determinadas características à vida no intuito de saber/poder viver, ao nosso ver, da melhor maneira possível.

Dentre essas características se destacam determinadas rotinas e a rigidez de certos julgamentos que nos acompanham desde os tempos de criança, e nos sentimos profundamente incomodados com a "necessidade" de as mudar, e de as refazer, principalmente, com planejamento  de outras metas.

Chega a ser, inclusive, às vezes, ao nosso "mundinho perfeito", ofensivo ...

E, não só as rotinas e a rigidez, mas, também, um "mar" de objetos materiais, pertences sem maior serventia mas que, inexplicavelmente, compõem o nosso mundo e participam de nossas vidas como figuras imprescindíveis e fundamentais.

Mas, na verdade, apenas sobrevivem na nossa história, contemporâneos e testemunhas de nossa vida, muitas vezes da vida que não nos lembramos mais. E vivemos embalados "eternamente" nas visões e nos sentimentos de um passado que imaginamos ainda existente hoje. Mas que, na verdade, não existe mais. Se é que existiu ...

Para mudar esse círculo-vicioso de relíquias e fantasmas do passado impondo poderes nos dias atuais como se fossem reais, é fundamental que tenhamos em mente um único aspecto, por isso mesmo extremamente difícil, mas fundamental: humildade, abrindo mão de todas as manifestações, diretas ou camufladas, da nossa onipotência. Que, provavelmente, sempre existiu, e se considera o "senhor absoluto de nossa vida". Sem discussão.

E essa onipotência se manifesta nos aspectos mais simples, e aparentemente despercebidos, ditando os nossos gostos, predileções, amizades e, principalmente, a organização do nosso "mundo", em sendo ele perfeito, intocável e, consequentemente, imutável.

Contudo,  o mais interessante desses acontecimentos depois que nos apercebemos de sua realidade e os entendemos, é a sensação - dramática - que toda aquela onipotência, na maioria das vezes, apenas escondia uma profunda incompetência de viver.

Escondia - pasmem! - a absoluta fragilidade de nosso ego, de nossas "bravatas" e de nossas metas. De pequenos deuses nos vemos, de repente, seres humanos comuns e absolutamente carentes em busca de valoração/aceitação de nossas vidas medíocres.

E com isso, entendemos que a nossa onipotência foi por nós criada como um mecanismo de defesa para nos proteger da sensação de incompetência e menos-valia que cultuávamos em nosso passado.

Incompetência e menos-valia que, provavelmente, existiram na nossa imaginação ao não conseguir atingir o que - quem sabe? - os outros esperavam de nós, ou, também, trocar poder por afeto, nas carências.

Seja qual for a suposta razão inicial, sem dúvida que a falta de AMOR - dar e receber - mais uma vez está na raiz de nossas existências pobres de realizações, de prazer e de qualidade de vida.

Portanto, amigos, não tenhamos medo de recomeçar, de reconstruir, de renascer. Façamos de cada dia o nascimento de uma nova vida que se expõe para nós, da maneira que soubermos e permitirmos realizar a única obrigação de todos nós: tentar ser feliz nas dimensões de nossa realidade, sem delírios e sem exigências arrogantes e onipotentes.   

Assim, a vida  tem outro sabor. Recomecemos agora. Vale a pena. Vamos juntos.

 

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