- Ano VIII - nº 5 (69) - Setembro /Outubro / Novembro de 2014.                           Direção: Osiris Costeira

O CEMITÉRIO QUE MATA A MORTE

 

Tomei conhecimento, há alguns dias, de um vídeo extremamente interessante  que "materializa", de maneira alegre e artística, as minhas concepções de Vida/Morte, principalmente de Morte, em contraponto às crenças da grande maioria de nós ocidentais.

Trata-se do Cemitério de Sapantza, cidade situada às margens do Rio Tisa que faz fronteira com a Ucrânia, e pelas montanhas dos Cárpatos, sendo uma aldeia não muito diferente das outras do Norte da Romênia. Contudo, seu nome original é Cimitirul Vesel que significa Cemitério Feliz

Segundo o seu site de divulgação, o “alegre” cemitério de Sapantza foi, durante mais de cinquenta anos, criação do escultor Stan Patras, o sucessor de várias gerações de artistas madeireiros que legou o seu comércio de pai para filho.

Os familiares da pessoa morta não choram, mas bebem e se sentem felizes. Toda a vida da aldeia é caracterizada neste cemitério. O pastor, o agricultor, o madeireiro, o cortador de madeira,  o aluno, o tecelão, a fiandeira, a dona de casa, o comerciante, o carpinteiro, o médico, o músico ou o bêbado.

Esta memória coletiva de Sapantza, este conjunto de sepulturas colorido onde cada morto é personalizado, relembra, humildemente, a sua existência com as suas alegrias e tristezas, cria uma atmosfera serena e alegre, uma espécie de desafio à morte, um hino à vida.

O termo “Feliz Cemitério” pode parecer paradoxal, até mesmo irreverente, no entanto permanece fiel em toda a sua simplicidade e profundidade com que foi concebida por Stan Patras.

Todos os que foram habitantes da aldeia são minuciosamente retratados, e até as cores que são escolhidas e utilizadas para pintura têm seu significado: um fundo azul (sapantza blue) significa esperança e liberdade, enquanto o amarelo representa fertilidade; o verde, a vida, o vermelho a paixão e o preto uma morte inesperada ou que chegou cedo demais…

As imagens mostram também como era a vida cotidiana de seus protagonistas, assim como podemos ver um homem num trator ou uma mulher tecendo um tapete. Curiosamente podemos ver a evolução dos meios de transporte, pois no começo foram mostradas montarias, enquanto por último os carros predominam.

Nos dias atuais, o cemitério é um museu a céu aberto, uma atração turística, e também uma preciosa fonte de receita para o local. Ocupa o primeiro lugar entre os monumentos funerários mais visitados na Europa e o segundo no mundo, atrás do Vale dos Reis, no Egito.

A grande maioria de nós foi criada na concepção da finitude da existência humana, em que a morte "matava" a vida, e os que continuavam vivos choravam pela "perda irreparável" da pessoa que "morreu". Que se foi, e não volta mais ...

Os que não comungam com tais hipóteses, como eu, lembram que a finitude a que se refere as pessoas é, apenas, a do CORPO, mero conjunto de órgãos e vísceras dos sistemas/aparelhos do organismo que, após anos de uso se deteriora e não funciona mais. Morre. O corpo.

Contudo, acreditamos que o Ser Humano é composto de CORPO e ESPÍRITO, em que somente o corpo é finito, e morre, enquanto o espírito, partícula da Divindade, atuante em todos nós como a nossa Essência, é imortal. Apenas humanizou-se, momentaneamente, para aprender mais e evoluir.

Após a morte do corpo, a partícula divina - o ESPÍRITO - parte para ser a Essência de "outro corpo", para aprender ainda mais e continuar evoluindo. E retornar, um dia, ao Pai.

E, isso, porque somos seres divinos humanizados e não indivíduos humanos em busca de divinização. Desta maneira, é na matéria que aprendemos e evoluímos.

Há muitos anos, o teosofista Mario Roso de Luna, através de seu inesquecível livro "El libro que mata la muerte", me falou desses aspectos da vida e ajudou a mudar a minha própria vida.

Hoje, fico contente em ver que "o cemitério que mata a morte" refaz, na prática e de modo absolutamente simples, os conceitos básicos que Roso de Luna nos trouxe dos Jinas.

O vídeo, a seguir, do Cemitério de Sapantza, nos mostra na realidade a materialização  dessas idéias. Vamos meditar sobre o assunto.

 

 

 

 

 

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