- Ano I - nº 7 - Junho de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

A TERAPIA DO PERDÃO.

A Medicina clássica, acadêmica, sempre teve na Terapêutica o ápice da sua atividade, onde a prescrição do medicamento, do xamã de ontem ao grande especialista de hoje, sempre representou o caminho da cura. Conseqüentemente, a saúde.

Hoje, com a visão holística da Terapêutica, a noção de terapia se alargou em suas dimensões, ao mesmo tempo em que se simplificou em sua complexidade científica. Assim, nasceu uma série de “atitudes terapêuticas” que têm o mesmo efeito e a mesma eficácia medicamentosa dos desenvolvidos pela farmacologia, tais como o abraço fraterno, a impostação das mãos pela energia Reiki, e a terapia do perdão, tanto para quem pede quanto para quem perdoa.

A impostação das mãos durante o compartilhar da energia Reiki, seguida do abraço fraterno entre o que doa e o que recebe esta energia, é uma atitude terapêutica extremamente eficaz na busca da melhoria da qualidade de vida e do bem estar interno, infelizmente ainda não detectável e mensurável em exames complementares de laboratório.

Os sentimentos de amor e de ódio, ao pensarmos em alguma coisa ou em alguém que amamos ou odiamos, se “materializam” através de vibrações próprias que viajam pelo éter a procura de alguma coisa que os atraia, de um receptor que os acolha e interajam entre si.

Como o amor é a forma de energia vital existente em todos nós, todos nós somos sensíveis às suas vibrações por sermos um imenso receptor do amor. Com o ódio é diferente, pois temos, naturalmente, mecanismos de defesa que tentam bloquear a chegada dessas vibrações negativas e destrutivas, como é a do ódio.

Esses sentimentos são tão fortes, mas tão fortes mesmo, que têm a capacidade de retornar a quem os emitiu e a de se acoplar a ele, com a mesma força pela qual foi emitida. É como se fosse uma bolinha de ping-pong jogada a uma parede. Ela volta. Com a mesma força. Em cima de quem a lançou. Assim são os sentimentos de amor ou de ódio: voltam sempre a quem os sentiu e os enviou a alguém.

Geralmente, o ódio nasce do julgamento de que alguém ou alguma coisa supostamente lhe fez mal ou lhe prejudicou, ou ainda, muitas das vezes, não lhe amou como você acha que deveria ser amado. No ódio há sempre embutida a rejeição, real ou imaginária, mesmo quando a valoração é o quesito discutido, já que não é raro “valor e amor” serem confundidos e admitidos como sinônimos.

O problema é que ao sermos rejeitados odiamos o agente rejeitador, com toda a força de nossa poder emissor de vibrações de energia negativa, destrutiva, absolutamente vingativa aquele que ousou não gostar de nós, como achamos que as pessoas deveriam gostar, ou não nos valorizar como mereceríamos ser valorizados. Mesmo nos casos em que há uma realidade, de fato, de abuso de poder de outrem sobre nós, nos arvoramos de juizes oniscientes e onipotentes, além de implacáveis, e emitimos o nosso julgamento: o ódio.

O ódio emitido não sabemos dizer se chegará ao seu destino. Contudo, temos a certeza de que a própria pessoa o receberá de volta, com toda a carga destrutiva que foi emitida, e com os mesmos efeitos devastadores que pretendia alcançar em outra pessoa. Realmente, o ódio é destruidor. Para quem o emite. Para quem o deseja a alguém.

O perdão representa a utilização da energia do amor no equilíbrio de nossa vida espiritual, emocional e até no corpo físico. Ao contrário, a emissão da energia do ódio – quando volta ao seu emissor – é suficientemente destrutiva a ponto de lesar o físico em aspectos reais, como a Leitura Corporal atribui à petrificação da bílis na formação de cálculos, que representa toda a agressividade negativa existente neste indivíduo. Na velha China, da Tradicional Medicina Chinesa, para esses pacientes a grande medicação era induzir a que o indivíduo pedisse perdão e perdoasse tudo aquilo que odiava, revertendo para energia de amor toda a agressividade existente.

Perdoar nem sempre é fácil. Mas é sinal de maturidade emocional e de entendimento da sua relação com a vida e com a própria divindade criadora. É entender o porquê da sua existência e o que você representa para todo o Universo. É identificar o amor como fonte real e insubstituível da energia vital, e associá-lo à vida. Definitivamente, Vida é sinônimo de Amor.

O perdão é uma atitude tão importante que no Oriente, principalmente na China milenar budista, se reverencia este ato através de Kuan Yin, bodisatva que personifica a Deusa do Perdão, Misericórdia e Compaixão.

O importante, ao se tomar conhecimento da existência desta energia tão devastadora como a do ódio, é nos lembrarmos que todos nós temos a capacidade ilimitada de amar, conseqüentemente de perdoar, e de pedir perdão e sermos perdoados.

Para isso, na busca do equilíbrio constante com a Vida, inclusive com o seu próprio corpo físico, ame sempre; se não puder amar, não odeie; se odiar, peça perdão e perdoe, e tente amar outra vez.

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