- Ano IX - nº 4 (73) - Setembro / Outubro / Novembro de 2015.                           Direção: Osiris Costeira

EU PEÇO PERDÃO

 

Hoje, 20 de Novembro, comemora-se no Brasil o Dia da Consciência Negra, em alusão a Zumbi, o último dos líderes dos Palmares, falecido em 20 de Novembro de 1695.

E Zumbi representa os milhares de negros que, desde 1549, chegaram ao Brasil vindos da África, na condição e qualidade de escravos, para trabalhar principalmente na lavoura de uma colônia loteada pela Coroa Portuguesa aos seus senhores para que enriquecessem  mais ainda.

O que observamos, quase cinco séculos depois, é que a condição e capacitação sociocultural do negro modificou, tão somente, através de meia-dúzia de leis e artefatos jurídicos, mas muito pouco na conceituação feita por nós, "descendentes brancos" dos colonizadores/senhores do século XVI, principalmente em seus aspectos afetivos e amorosos e nas oportunidades reais de uma vida melhor.

O negro continua, infelizmente, inferior, secundário e "apto" ao serviço aos brancos, e nunca um igual a nós, em que apenas a cor de nossa pele é diferente.  Sem as mesmas oportunidades. Continuam escravos.  

Nós que, nos Editoriais de nosso site, falamos e exaltamos o AMOR como única maneira de se viver com alegria e dignidade em busca da felicidade, não poderíamos nos calar, principalmente hoje, e deixar de falar na falta de AMOR, ou de sua pobreza no convívio entre brancos e negros. 

O racismo, essa odiosa diferenciação, ainda se mostra das mais diferentes maneiras, na maioria das vezes de modo sutil e "culturalmente" aceita. Pelos brancos, evidente.

A permissividade do convívio é, muitas vezes, cantada como uma "deferência" altruística, cultural mesmo, de certos grupos de indivíduos brancos que se mostram "superiores" aos movimentos racistas, convivendo socialmente, brancos e negros, como se "fossem" todos iguais. Mas, amor de irmão-branco, nem pensar ...

Por tudo isso, por não concordar nem entender essa separação entre indivíduos iguais, gostaria de pedir perdão às pessoas negras por essa  ignorância e soberba, de nós brancos, admitindo que tudo isso pode vir a ser útil - quem sabe? - no aprendizado do AMOR, nesta experiência cármica reencarnatória. 

Que o AMOR vença a ignorância, e que possamos viver e conviver todos juntos. Absolutamente iguais.  E em PAZ.

 

 

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