- Ano I - nº 9 - Agosto de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

VITÓRIAS E DERROTAS DE TODOS NÓS.

Todos nós somos bombardeados, diariamente, por determinadas regras estereotipadas de vida, que passam a nos orientar como paradigmas irrefutáveis do bom viver. E coitados daqueles que não se curvarem às suas imposições e limites. Provavelmente, encherão os consultórios de uma variada gama de terapias para amenizar as repercussões de sua ousadia, que já transparecem no corpo através de sinais e sintomas clínicos. Porque o corpo “fala” muito antes do paciente.

De tantas regras existentes, uma das mais marcantes é a de que existe o conceito de “vitória e derrota”, nos impulsionando para que sejamos rotulados como “vitoriosos” ou “derrotados”. Tal conceito, fruto de uma mentalidade competitiva e flagelatória de nossa sociedade burguesa, representa, tão-somente, a aritmética do mais e do menos no somatório de pontos para a ascensão social e econômica, e sua conseqüente valoração como pessoa inserida no grupo.

Contudo, o que existe é busca (aprendizado) ou acomodação, determinados pelo livre arbítrio, e que dependem, exclusivamente, do nosso querer. Tudo mais é artifício para enaltecer os vitoriosos e execrar os derrotados, como se, também, não houvesse derrota em muitas vitórias e muita vitória em aparentes derrotas.

O que importa é a noção exata do que somos, do que queremos e como nos exercitar na vida para evoluir. E nesse conceito, vitória é garra, é persistência, é vontade de ser feliz; é buscar construir o seu mundo – interno e externo – sem pré-julgamentos, sem cobranças, sem competições guerreiras, sem egoísmos, rancores ou ambições desmedidas e autoritárias, e compartilhar com as pessoas o seu conhecimento, os seus afetos e as suas conquistas.

O que importa é jamais nos acomodarmos, e não permitir que a inércia, a anestesia dos sentimentos e, principalmente, o medo de nos mostrarmos capazes e aptos à felicidade corroam o corpo e a alma. Não necessariamente nesta ordem.

No âmago desses sentimentos da necessidade constante de vencer, qualquer coisa e a qualquer preço, reside a eterna mistura entre valor e amor, quando, na maioria das vezes, confundimos os termos procurando um quando necessitávamos achar o outro. Muitas de nossas procuras por valoração e prestígio encobrem a verdadeira carência que é de afeto e de amor verdadeiro. A aceitação de nosso “valor” faz supor o oferecimento de amor por quem nos valora. E assim, ilusoriamente, supomos saciar a nossa fome. De amor, não de valor.

Quando a vitória não é alcançada, o grande expoente da derrota é a suposta rejeição do grupo, e a evidência de não ser amado. A menos-valia e a carência afetiva, escondidas na disputa pela vitória, agora afloram e se mostram em toda a sua potencialidade. E, não conseguindo verbalizar o seu conteúdo, o corpo falará por si, mostrando ao próprio indivíduo e ao mundo todo o seu desgosto e impotência vivencial.

E nascem as doenças por lesão do corpo físico, como única maneira de o Ser interno se comunicar, e dizer que está infeliz. Um ser feliz não adoece o corpo.

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