- Ano IX - nº 3 (72) - Junho / Julho / Agosto de 2015.                                                                Direção: Osiris Costeira

ENCONTROS - Angela Costeira- angelacosteira@gmail.com

Folha em branco, por enquanto

 

Palavras fogem parecendo se esconder atrás do teclado. Idéias surgem e desaparecem na mesma velocidade. Corro e não as alcanço. Por que correr se elas vão e vem ?

Saio e me dirijo ao meu canto preferido, ao meu recanto encantado. Lá é fonte. Lá é manancial.

Ali, perto do mar, gosto de olhar para o céu e me distraio. Quando os olhos se voltam, o cenário já mudou. Nuvens passeiam sem se embaralhar e às vezes se embaralhando. Um bando de pássaros, pude contar 12, perfilados em V, me ensina, sem GPS, onde chegar.

 Li, certa vez, que o bater das asas da primeira ave do bando ajuda, com o ar que se desloca, a segunda, e assim sucessivamente. Durante o percurso, o que está "comandando" vai para o final da fila e um outro assume o seu lugar.

Sem competição, vaidade ou pose, lá se vão à procura de uma temperatura mais amena, de um alimento mais fácil. Só isso que querem, sobreviver.

O sol aparece, some e muda a cor do mar. Quem disse que mar tem cor? Nessa altura, sem que eu perceba, meus pés pedem licença para pisar nas ondas. Chega uma, vem outra, cada qual diferente, todas trazendo o frescor de uma brisa molhada. Me arrepio e gosto dessa sensação.

Começo a andar mar adentro buscando a criança sem medo, sem máscara, sem limite. Eu a acho, com certeza. Eu a reconheço. Está ali doidinha para brincar de ser feliz.

Cata conchas, mergulha, vira cambalhota, toma caldo, engasga e cospe areia. Quando se senta no meio das algas de aroma esquisito, se aquieta e afirma que viu um cavalo marinho. Um só, não, vários. Como nadam na posição vertical com uma postura invejável, se lembrou dos soldados que tomam conta do Palácio de Buckingham .

Na sua fantasia, se imagina uma estrela-do-mar, se contorcendo, se exibindo com suas diversas colorações alaranjadas, vermelhas ou rosadas, bem granulosa e espinhenta, morando ali, no vai e vem da espuma encardida.

Tenho dificuldade de me afastar, de dar as costas para o mar, me retirando aos poucos da magia, me distanciando do encantamento.

Antes de ir embora, finco os pés na areia morna e faço a Posição da Palmeira, que aprendi na Yoga, onde o ar flui, da cabeça aos pés, me posicionando no meu eixo. As minhas asas, batendo na direção certa, me trazem à terra, cuidando do meu ancoramento.

Volto à rua, atravesso a ponte, e, por insistência da Natureza, uma borboleta azul me acompanha,  me rodeia, me fazendo sorrir.

 

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