- Ano II - nº 2(14) - Fevereiro de 2008.                                                                     Direção: Osiris Costeira

TÉCNICA DO ESPARADRAPO - Abigail Muniz Caraciki.

A Importância da avaliação dos portadores de dor e do local onde a queixa é revelada.

É indiscutível que esta técnica, já há algum tempo, vem causando curiosidade e às vezes até espanto nas pessoas que a desconhecem e assistem ao trabalho da retirada da dor, de maneira quase instantânea, através da colocação de tiras de esparadrapo comum, sem medicamentos.

Anteriormente, já descrevemos as dores na parte distal do membro superior, na região do antebraço e da mão. Agora, vamos nos deter na dor no braço, em especial no ombro, atingindo o deltóide, que pode até mascarar um problema de bursite.

É fundamental iniciarmos o tratamento colocando um SOS na C7. Seguimos avaliando as condições do trapézio e do deltóide. Vamos perguntar ao paciente onde a dor é maior e se a mesma atravessa o trapézio.

Cabe aí a colocação de uma tira de esparadrapo separando os mesmos, e que vai de quatro dedos acima do mamilo até às costas na mesma altura. Demos o nome de “divórcio” a esta tira e, às vezes, só a colocação desta faz cessar a dor do trapézio e/ou do deltóide.

Caso a dor não passe, seguimos com a avaliação seguinte: duas posições de mão espalmada sôbre o ombro/braço do paciente, uma com os dedos para cima e outra com os dedos para baixo. Pedimos ao paciente que escolha a posição que lhe dá mais conforto ou mesmo que lhe passe a dor.

Após a escolha devemos começar a aplicação das tiras, uma por uma, e a cada aplicação perguntar se a dor passou. Caso façamos toda a malha e a dor não passe, colocar o SOS de contraponto. Caso não passe, tirar tudo e repetir todo o processo. Seguramente a dor vai passar.

Chamamos atenção para a posição da mão para baixo dando maior conforto, pois poderá indicar um início de bursite, cuja malha é diferente da do deltóide.

Tudo o que é feito com as tiras de esparadrapo deve ser sempre do distal para o proximal, e de fora para dentro. Nunca devemos colocar malhas prontas, inteiras, pois a possibilidade da dor passar antes de se completar a malha, é real. Ultrapassando o ponto ótimo da dor passar, por vezes a dor continua.

O terapeuta deve sempre estar atento a este movimento pois aí está a excelência da técnica, que através de estímulos gerados pela fixação do esparadrapo são levados ao cérebro pelas vias sensitivas eferentes, ocasionando uma resposta motora pelo Sistema Nervoso Autônomo, melhorando a circulação sangüínea e linfática do local e regulando o tonus muscular.

Logo, este momento não pode passar despercebido pelo terapeuta, que deverá ouvir do paciente: “Passou a dor”.

MUITA PAZ.

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