- Ano I - nº 8 - Julho de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

TÉCNICA DO ESPARADRAPO - Abigail Muniz Caraciki.

A técnica do esparadrapo na fibromialgia.

Dispomos de poucos conhecimentos desta síndrome clínica, onde as dores são mais acentuadas na musculatura e se espalham pelo corpo todo, tornando-se difícil localizar, acertadamente, onde há maior dor. Esta é a nossa grande busca para tratar esta síndrome.

Estas pessoas apresentam, também, intolerância aos exercícios físicos, o sono não repousante, pois acordam cansadas e com maior sensibilidade às dores. Isso ocorre, por vezes, pela má postura ao dormir, onde a musculatura fica dolorida e se contrai. Esta tensão leva a mais dor, que tensiona mais o músculo, e assim por diante.

Além das dores, também, se apresenta a depressão, e por isso muitos pacientes pensam que tratando a dor a depressão passará. Isto pode não ocorrer, mas certamente haverá grande melhora.

Também, as posições viciosas do corpo que quebram a postura, geram incômodos, até que uma dor insuportável tome conta do indivíduo que se irrita, fica com mau humor, seu sono é interrompido várias vezes, e muitas vezes através de câimbras. O que fazer, como a Terapia do Esparadrapo pode ajudar?

Em primeiro lugar, o terapeuta deve deixar que o fibromiálgico fale bastante do que está sentindo, pois, como já foi dito, são grandes as dificuldades de localizar o maior ponto da dor. Através desta conversa, propomos sempre ao paciente que relaxe e aguarde o momento da localização do ponto de maior dor. O relaxamento vem através da passagem das nossa mãos, devidamente higienizadas e alisadas entre si, sobre o local que dói mais, onde a suavidade com que as mãos deslizam sobre o corpo geram uma maior tranqüilidade ao paciente que, de imediato, aponta o maior ponto de dor.

Por esta razão, a sessão de terapia no fibromiálgico tem a duração, por vezes, de mais de uma hora, pois dificilmente aceitamos “a dor melhorou”, visto querermos ouvir “a dor passou”.

Como fazemos isto? Simplesmente, após a indicação do ponto de maior dor colocamos uma malha sobre o ponto, que não deve ter edema (nunca se coloca uma malha sobre um edema ou mesmo sobre um inchaço). A característica da dor no fibromiálgico é a mesma: passa instantaneamente, mas vai se localizar em outro ponto do corpo. O que fazer?

Naturalmente, vamos com a mesma malha, que deve ser retirada e colocada onde a dor está, e assim sucessivamente, até que a malha fique no ponto onde a dor passe. Quando conseguimos isso, estamos melhorando a qualidade de vida do paciente e acelerando a sua recuperação.

Continuamos nossas pesquisas, pois a cada dia que trabalhamos com as malhas encontramos novos caminhos, porém, sem nos esquecermos que a técnica está sempre a serviço das idéias. Na realidade, somos buscadores de novos caminhos por portas abertas, mas também buscamos abrir portas fechadas.

A seguir, tipos de malhas que deverão ser usadas de acordo com a avaliação do paciente, que recebem uma denominação para cada tipo:

1 - SOS – Como o nome indica, é uma malha de socorro que deve ser usada para acalmar a dor.

2 – ARTICULAR - Quando a dor é articular.

3 – MUSCULAR – Quando a dor é muscular.

4– JOGO DA VELHA – Geralmente colocada na parte posterior do corpo.

5 – CÍRCULO OU CÉLULA – Funciona quase igual ao SOS.

6– LOSANGO – Também quase igual ao SOS (é um quadrado na posição de losango).

7 – PONTOS CARDEAIS - Usados nos casos de necessidade de drenar o local em que há inchaço ou edema.

       

       

As fotos retratam tratamentos feitos com sucesso no estágio de voluntariado do projeto “VIVER MAIS”, do Hospital do Andaraí, na Rua Paula Brito, 407, 4º andar, Rio de Janeiro, RJ, às terças-feiras das 9 às 12h. Marcação de visitas pelos telefones: (21) 2295-3780 / 2275-9801 / 9915-7052 / 9926-5999.

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