- Ano IV - nº 12(40) - Novembro de 2010.                                                               Direção: Osiris Costeira

FITOTERAPIA - Iára Vieira. - iarasovieira@gmail.com

Fitoterapia e Psicossomática

 

Recebi muitas perguntas de leitores sobre os artigos de Plantas Medicinais, o que me deixou muito feliz com esta receptividade. Ao mesmo tempo, surgiu grande preocupação em relação às respostas enviadas porque se limitavam apenas à Fitoterapia e uma aplicação local.

Tratamento assim combate apenas o sintoma, não necessariamente chegando à causa. Foge de minha abordagem terapêutica que é a Psicossomática e o tratamento integral do paciente.  Desta forma, a partir deste artigo, desenvolverei temas sobre Plantas Medicinais acompanhados pela Psicossomática e a Homeopatia.

O conceito de doença ou saúde se refere a um estado da pessoa e não, especificamente, a órgãos ou partes do corpo; o corpo nunca está só saudável ou só doente.  A nossa cultura e pensar médicos é sobre a "doença", mas o que é a doença?  É somente o que o doente relata?  Lesões locais?  De onde vieram, o que ocasionaram as lesões locais, as doenças?  

Ainda percebo a tendência da grande maioria de pessoas que nos procura, munidas de todos os recursos tecnológicos em termos de exames laboratoriais, de imagem e outros, ainda se fecharem num pensar reducionista, da expressão da medicina local e organicista. 

O que vem a ser isso?  As pessoas voltam seu foco de atenção somente para a “lesão do corpo”, do “órgão doente”, da “doença”. Um órgão doente é a manifestação de um organismo doente e medicamento algum pode curar qualquer doença, a menos que aja sobre todas as partes adoecidas e na proporção exata em que cada parte manifesta a doença.

A especialização médica e a análise dos conceitos básicos de pesquisa tiveram como resultado um maior conhecimento dos detalhes fisiológicos, mas, simultaneamente, perdeu de vista a totalidade do ser humano. 

Esta nova abordagem de trabalho proposto surge da necessidade de passar uma melhor visão do tratamento integral do indivíduo.  Surge a necessidade de resgatar a visão do “Homem Total”.

Devemos entender que o conceito de doença e saúde se refere a um estado da pessoa, e não especificamente a órgãos ou partes do corpo; o corpo nunca está só doente ou só saudável, nele se manifestam as informações da mente, reflexo de nossos conflitos internos não resolvidos. 

No corpo são expressas as formas reativas de nossa mente, visível e palpável, na forma de sintomas corporais. Só o ser humano, como um todo complexo e integrado, pode estar doente e, esse “estar doente”, eclode sob a forma de um sintoma psicossomático.  

Devemos fazer uma leitura única da doença, fazendo a distinção entre “somático” e “psíquico”, entendendo a diferenciação conceitual entre doença, que se apresenta no âmbito da mente e o sintoma que se manifesta no âmbito corporal.

O sintoma corporal é a expressão visível de um processo que permanece fora do nosso foco consciente, que deseja interromper nosso caminho de sofrimento emocional por meio de um sinal de advertência que indica que algo não está em ordem.          

A doença é um estado do ser humano como um todo, que indica a existência de um conflito gerador de um sofrimento emocional, um distanciamento afetivo que gera perda de equilíbrio interior.  Ele avisa que estamos doentes, nos mostra que nosso equilíbrio interior está comprometido. 

A linguagem do corpo é psicossomática; ela conhece os inter-relacionamentos entre o corpo e a psiquê, mostra um processo dinâmico mente-corpo, agrega, soma, integra, entende que o ser humano nasceu para ser feliz e equilibrado, e este equilíbrio advém do "perfeito" convívio consigo mesmo, com sua saúde e com o meio em que vive, com suas relações interpessoais, com os papéis que o indivíduo desempenha na sociedade.

Não podemos pensar em saúde apenas em contraposição à doença.  Os processos biológicos, mentais ou físicos falam da interação mente-corpo e das modificações estruturais que acompanham a doença.  A saúde vem da honestidade do homem consigo mesmo, - "conhece-te a ti mesmo"; saber quais os papéis que o homem ocupa em todos os segmentos sociais aos quais pertence, por exemplo, na família, no trabalho, com os amigos, a forma como interage com seu meio, como são seu lazer, seus hábitos alimentares, ritmo de sono. 

Com estes estímulos externos, interagimos o tempo todo e respondemos com comportamentos, emoções, afetos, sentimentos, sensações, percepções, de forma integrada e que envolvem nossos principais sistemas, Sistema Nervoso Central (neural), Endócrino e Imunológico.

Existem evidências para o relacionamento recíproco entre Sistema Psicoemocional e vários componentes do Sistema Imunológico, justificando o agravamento e/ou desencadeamento de uma série de doenças físicas por razões emocionais.

A reciprocidade entre o Sistema Nervoso Central e o Sistema Imunológico leva ao desenvolvimento de uma nova e interessante área de pesquisa; a Psiconeuroimunologia. 

A abordagem da “Psiconeuroimunologia” seria como estes sistema se interligam, integram e interagem e como as perturbações produzidas por um afeta o outro. E, de fato, faz muito sentido que estes sistemas sejam fortemente integrados, pois ambos são responsáveis pelo relacionamento do organismo com o mundo externo, ambos avaliam se os elementos da realidade externa à pessoa são inócuos ou perigosos, servem à defesa e adaptação, possuem memória e aprendem pela experiência, contribuem para o equilíbrio do ser no mundo e consigo próprio. 

Reforçamos esta analogia, citando ainda, que os erros desses dois sistemas podem produzir doenças; por um lado, as doenças imunológicas, auto-imunes, alergias e a vulnerabilidade a toda sorte de infecções, e, por outro lado, as fobias, pânico, transtornos adaptativos e por estresse, além dos já conhecidos distúrbios glandulares e hormonais.

 

 

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